A fabricante de equipamentos de telecomunicações Nortel vai atender a Vivo, maior operadora de telefonia móvel do Brasil, com novas tecnologias este ano. A telefonia móvel é uma das apostas fortes da canadense Nortel para o mercado doméstico.
- Vemos um crescimento importante na América Latina e, tomara, os investimentos vão continuar. O Brasil é um mercado sumamente importante para a Nortel - comentou nesta quarta-feira a presidente da área de Caribe e América Latina, Martha Bejar.
Além de passar a produzir localmente estações rádio-base compactas da tecnologia CDMA, utilizada exclusivamente pela Vivo no país, a Nortel iniciará em dois meses teste de uma solução própria de rede banda larga sem fio com a operadora.
O Wirelles Mesh é baseado na tecnologia Wi-Fi, de transmissão de dados por sinais de rádio, mas com alcance maior, de 400 metros.
A Nortel também conta com a iniciativa da Vivo de migrar a rede avançada 1xRTT para EVDO, chamada de Terceira Geração.
- A própria Vivo já anunciou aposta nisso - comentou o presidente da Nortel no Brasil, Rodrigo Abreu.
Em recente entrevista à Reuters, o vice-presidente da Vivo Luis Avelar afirmou que espera os primeiros aparelhos celulares EVDO para o final deste mês. Segundo a Nortel, projetos ambiciosos da Verizon e da Sprint nos Estados Unidos devem derrubar o preços dos aparelhos, favorecendo a tecnologia EVDO.
A fabricante canadense, fornecedora da plataforma de Voz sobre IP (Internet Protocol) da GVT, primeira operadora dessa tecnologia no Brasil, acredita que o país vive uma transição para a telefonia pela Internet.
- No mercado brasileiro estamos no processo de estudar o impacto - comentou Martha.
- A próxima onda que vamos ver serão as operadoras. Será de forma seletiva, onde puderem minimizar os custos, mas tem que ter um plano de negócios viável e o que a Nortel está fazendo é trabalhar nisso - disse.
Por enquanto, a demanda está limitada ao mercado corporativo, segundo a executiva. A perspectiva de crescimento da telefonia IP no país é de 35 por cento este ano, de acordo com dados do mercado divulgados pela Nortel.
A região da América Latina e Caribe respondeu por 6 por cento da receita de 10 bilhões a 10,2 bilhões de dólares da Nortel em 2004, informou Martha. Um ano antes, a participação havia sido 5 por cento de 10 bilhões de dólares. Para este ano, ela não arriscou um palpite, mas espera percentual mais elevado.
Nortel vê boas perspectivas no Brasil, traz inovações para Vivo
Quarta, 23 de Fevereiro de 2005 às 14:49, por: CdB