(1’31” / 356 Kb) - O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) acusou o consórcio Norte Energia de negar informações sobre os reassentamentos das famílias que serão atingidas pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. O Ministério Público Federal (MPF) em Altamira recebeu uma carta-denúncia com relatos de desrespeito às comunidades, falta de diálogo e excessivo autoritarismo.
O MAB destaca que o cadastro socioeconômico é feito de maneira a restringir o acesso a políticas compensatórias. Nas visitas às residências, são comuns os casos de humilhações praticadas pelos funcionários do consórcio contra os moradores.
A falta de divulgação das reuniões é outro problema destacado. Quando recebe convites das lideranças comunitárias para fazer a cobertura das audiências, a imprensa local diz não ter autorização da Norte Energia.
A construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu, provocará o desmatamento de 175 km² de florestas, atingindo 11 municípios. O custo da obra está avaliado em R$ 30 bilhões. O MPF pediu a paralisação das obras inúmeras vezes, devido ao não cumprimento das condicionantes.
Estimativas do MAB asseguram que nos últimos 20 anos mais de 1 milhão de pessoas foram atingidas por barragens. Dessas, apenas 30% receberam indenizações, depois de serem expulsas pelos empreendimentos.
De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.
17/09/11