Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Norte-americanos detidos no Irã serão julgados por espionagem

Segunda, 14 de Dezembro de 2009 às 10:32, por: CdB

Três cidadãos norte-americanos detidos no Irã e acusados de espionagem serão julgados, informou nesta segunda-feira o ministro de Relações Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, em um caso que pode aumentar as já elevadas tensões entre Teerã e Washington.

Os três foram detidos após terem se perdido e entrado no Irã pelo norte do Iraque no fim de julho. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que Washington acredita firmemente que não havia provas que justificassem as denúncias contras eles.

– Eles entraram no Irã com objetivos suspeitos. O judiciário irá julgá-los – disse Mottaki em entrevista coletiva, acrescentando que "penas relevantes" serão dadas.

Ele não se aprofundou no assunto. No mês passado, o judiciário do Irã divulgou as acusações de espionagem contra o trio -- Shane Bauer, 27, Sarah Shourd, 31, e Josh Fattal, 27. Suas famílias disseram que eles estavam fazendo uma excursão a pé e atravessaram a fronteira acidentalmente.

Os Estados Unidos cortaram relações diplomáticas com o Teerã após a Revolução Islâmica de 1979. Os dois países estão agora envolvidos em conflito sobre a questão do programa nuclear do Irã, que o Ocidente suspeita ter como objetivo a produção de bombas. O Teerã nega tal suposição.

Sob a lei islâmica, a sharia, a espionagem pode ser punida com pena de morte. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, sugeriu durante uma entrevista na rede televisiva norte-americana NBC em setembro que a libertação dos norte-americanos pode estar ligada à libertação de diplomatas iranianos que estariam, de acordo com ele, presos pelas tropas dos EUA no Iraque.
Alguns oficiais iranianos fizeram ligação entre a entrada dos norte-americanos e os tumulto que irromperam após as eleições presidenciais em junho.

A reeleição de Ahmadinejad provocou as piores manifestações de rua desde a Revolução. As autoridades negam fraude eleitoral e retrataram os protestos da oposição como uma tentativa, com apoio no exterior, de minar o Estado islâmico.

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