O secretário de Estado adjunto para a América Latina, Roger Noriega, acusou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de protagonizar "ações cada vez mais anti-democráticas", e afirmou que este país "continua sendo uma grande causa de preocupação" para Washington. "A crise causada pelas ações cada vez mais anti-democráticas do presidente Chávez e pela forte oposição das elites tradicionais está entrando agora no seu terceiro ano", declarou Noriega, ao defender seu projeto de orçamento para a região do ano fiscal 2005 ante o Comitê de Relações Exteriores do Senado".
"Os Estados Unidos têm um grande interesse em preservar e reerguer a democracia na Venezuela, e contribuir a uma solução pacífica e constitucional à crise atual", afirmou Noriega.
A Venezuela estava esperando nesta terça-feira o anúncio preliminar do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), sobre se avaliza ou não as assinaturas recolhidas pela oposição para acionar um referendo revogatório do mandato de Chávez, que, por sua vez, denunciou uma "megafraude".
O CNE informou que revisará mais de um milhão de assinaturas, cuja veracidade considera duvidosa, provocando a ira dos opositores, que levantaram barricadas e bloquearam avenidas em sinal de protesto.
As manifestações de segunda-feira causaram um morto e 47 feridos. Mais de cem pessoas foram presas. Assim, sobe a cinco o número de mortos desde o início da escalada da violência no país, sexta-feira passada.