Senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo criticaram a decisão da CPI sobre o mesmo tema na Câmara de divulgar a degravação dos diálogos da cabine de comando do Airbus 320.
— À medida que damos pressão, entregando um dado sigiloso da nossa responsabilidade, damos a impressão que a causa do acidente é proporcionada por A ou B e contrariamos mandamento constitucional —, ponderou o relator da CPI no Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO).
Demóstenes considera que as CPIs devem dar visibilidade ao tema da crise aérea.
— Mas sem contrariar a Constituição, as leis e o bom senso —, disse.
O presidente da CPI no Senado, Tião Viana (PT-AC) lembrou que o Brasil é signatário de uma convenção internacional que determina o sigilo dos dados da caixa-preta. A violação desse tratado pode caracterizar quebra de decoro, segundo Demóstenes Torres.
O vice-presidente da CPI, Renato Casagrande (PSB-ES), cobrou apuração do vazamento das informações.
— Isso precisa ser apurado e as gravações não podem ser publicadas. É preciso que isso seja apurado com responsabilidade e equilíbrio muito grande para que não transformemos isso num debate político —, afirmou.
No Senado, direção da CPI critica divulgação de dados na Câmara
Quinta, 02 de Agosto de 2007 às 16:14, por: CdB