Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2026

No Rio, Lula anuncia o PAC da indústria

A Política de Desenvolvimento Produtivo lançada nesta segunda-feira vai reduzir o spread (diferença entre o que o banco paga para captar e o que cobra para emprestar) básico médio do investimento de 1,4% para 1,1% e a intermediação financeira de 0,8% para 0,5%. Além disso, vai duplicar o prazo de Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame) para a indústria de cinco para dez anos. A Política de Desenvolvimento Produtivo tem como objetivo aumentar o investimento no setor industrial para, no mínimo, 21% do PIB, ou seja, R$ 620 bilhões até 2010.

Segunda, 12 de Maio de 2008 às 09:34, por: CdB

A Política de Desenvolvimento Produtivo lançada nesta segunda-feira vai reduzir o spread (diferença entre o que o banco paga para captar e o que cobra para emprestar) básico médio do investimento de 1,4% para 1,1% e a intermediação financeira de 0,8% para 0,5%. Além disso, vai duplicar o prazo de Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame) para a indústria de cinco para dez anos.

As principais diretrizes do programa foram anunciadas nesta segunda pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. Para ele, a economia vive um momento especial em que os fundamentos macroeconômicos estão em ordem, o mercado de crédito e capitais está em firme expansão, por isso são necessárias medidas para manter esse bom memento.

– É preciso que o investimento cresça sustentável. O que nos cumpre com essa Política de Desenvolvimento Industrial é sustentar o aumento do investimento produtivo no país. Essa política se insere no conjunto de outras políticas sustentáveis, como o Programa de Aceleração do crescimento (PAC) –, disse.

Segundo Coutinho, o programa vai estimular expansão do investimento com o objetivo de aumentar as exportações e o crescimento tecnológico.

– Queremos fazer com que as nossas empresas estejam entre as cinco maiores do mundo –, disse.

A Política de Desenvolvimento Produtivo tem como objetivo aumentar o investimento produtivo para, pelo menos, 21% do PIB, ou seja, R$ 620 bilhões até 2010. Outra meta é ampliar as exportações dos atuais 1,18% para 1,25% do mercado mundial.

Nesta segunda-feira, o minstro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, durante a solenidade de lançamento da Política de Desenvolvimento Industrial, a criação do Fundo Soberano do Brasil, para incentivar as empresas brasileiras. O fundo será composto por recursos do Orçamento e terá o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como gestor.

– Serão recursos fiscais e de operações financeiras que serão repassados a organismos como o BNDES para auxiliar na internacionalização das empresas brasileiras no exterior –, disse Mantega.

– Vai ajudar na competitividade das nossas empresas no exterior –, completou o ministro.

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