Os preços dos produtos da cesta de compras na cidade do Rio de Janeiro - uma espécie de cesta básica, mas com produtos diferenciados - voltou a subir em agosto. A inflação foi de 0,39% na primeira semana do mês, em relação à última semana de julho, quando ficou estável. Os dados foram divulgados pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio). Desde o início do ano, a cesta de compras acumula alta de 15,79%. Nos últimos doze meses, a inflação é de 22,39%.
De acordo com o economista da Fecomércio Christian Travassos, apesar de interromper uma trajetória de estabilidade verificada em julho e, até mesmo de recuo, o dado da primeira semana de agosto ainda não sinaliza uma tendência de alta da inflação na cidade.
- De uma maneira geral, não podemos levar o resultado como uma tendência para o futuro. Ela [a inflação] dá sinais de desaceleração por conta da redução da demanda e da política do Banco Central - afirmou em referência ao aumento dos juros.
Entre os 39 produtos da cesta de comprar do Rio, o leite foi o que ficou mais caro na primeira semana de agosto: 3,56%. Logo atrás a cebola (3,05%) e o sal (2,76%). Ficaram baratos o tomate (-3,44%), o sabão em barra (-3,36%) e a batata (-2,97%). Segundo Travassos, há algum tempo os produtores de leite reivindicavam o repasse de custos para a produção e, dessa vez, conseguiram.
- Houve pressões dos produtores de leite devido ao aumento generalizado de preços agrícolas e dos combustíveis - afirmou.
De acordo com a Fecomércio, a alta nos preços da cesta de compras pesou mais no bolso das famílias que ganham até oito salários mínimos (R$ 3.320). Para elas a inflação foi de 0,40%. Para as famílias que recebem acima desse valor o avanço foi de (0,38%).