Rio de Janeiro, 01 de Novembro de 2026

No Rio, a paisagem lusa na arte contemporânea

Sessenta e três obras de 25 artistas portugueses, reunidas sob o título Linha do Horizonte estarão em exposição a partir de 5 de maio na Caixa Cultural, no Rio de Janeiro. (Leia Mais)

Sexta, 02 de Maio de 2008 às 13:10, por: CdB

Sessenta e três obras de 25 artistas portugueses, reunidas sob o título "Linha do Horizonte", estarão em exposição a partir de 5 de maio na Caixa Cultural, no Rio de Janeiro. Organizada pela Direção Geral das Artes do Ministério da Cultura de Portugal para as comemorações dos 200 anos da chegada da corte portuguesa ao Brasil, a exposição, que fica aberta até 15 de junho, pretende mostrar a paisagem portuguesa na arte contemporânea e tem como curador Bernardo Pinto de Almeida.

Os 25 artistas representados são Alberto Carneiro, Albuquerque Mendes, Álvaro Lapa, Armando Alves, Baltazar Torres, Costa Pinheiro, Cristina Mateus, Cruz Filipe, Domingos Pinho, Edgar Martins, João Queiroz, João Tabarra, Jorge Martins, Julião Sarmento, Manuel Amado, Manuel Casimiro, Mariana Viegas, Mário Cesariny, Mário Pires Cordeiro, Marta Ramos, Nikias Skapinakis, Noronha da Costa, Pedro Calapez, Rita Magalhães e Valdemar Santos.

Distribuídas por três núcleos conceituais - Aproximações, Paisagens Interiores e Desterritorializações -, as obras, segundo comunicado, "apontam as transformações ocorridas no campo artístico português, dos anos 1950 à atualidade".

"A exposição define temporal e historicamente, a partir dos trabalhos selecionados, os contornos do conceito de contemporaneidade, focando, sobretudo, a passagem do paradigma modernista à subjetividade pós-modernista e o modo como nessa transição surgiram novos entendimentos da paisagem, distintos dos estabelecidos pelas escolas romântica e moderna", diz a nota.

"Por outro lado, permite conhecer diferentes abordagens ao tema da paisagem, tanto ao nível conceitual como formal, num recurso a meios tão diversos como a escultura, a instalação, o desenho, a pintura ou mesmo a sua combinação numa mesma obra".

–  A função simbólica da paisagem sofreu mudanças ao longo da história, uma vez que, se até o século 18 ela representava apenas um cenário ou pano de fundo na obra do artista, a partir do século 19 ela projeta-se para um primeiro plano, ganhando luz e movimento – opinou o curador da exposição, Bernardo Pinto de Almeida .

Nascido em 1954, Bernardo Pinto de Almeida é professor de Teorias e História da Arte na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, membro do Conselho de Administração da Fundação de Arte Moderna e Contemporânea e da Comissão Assessora do Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, de Badajoz, Espanha.

Poeta com vários títulos publicados, Almeida é também ensaísta e, nesta área, autor de obras como "Alberto Carneiro - Lição de Coisas e Força de Imagem - O Surrealismo" (2008), "Transição - Ciclopes, Mutantes, Apocalípticos" (2002), "Pintura Portuguesa no Século 20" (2002), "O Plano de Imagem" (1996).

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