Patético
A cem dias da eleição presidencial, o PSDB ainda discute como vai chamar seu candidato, o insípido, inodoro e incolor Geraldo Alckmin. Se de Álckmin (com acento na A), de Alckmín (com a última sílaba sendo a tônica) ou de Geraldo, para tentar aproximá-lo do eleitor comum. Parece que ganhou esta última alternativa. Pelo menos, assim ele foi tratado no programa de ontem do partido no horário gratuito na TV. Mas é uma situação patética.
Demagogia em alto grau
É pura demagogia isso de Lula querer peitar a Justiça e insistir em dar aumento salarial a servidores a menos de 180 dias da eleição - o que é proibido expressamente pela legislação. O presidente teve três anos para dar o aumento. Agora, quando a lei proíbe - e todos sabem disso - faz jogo de cena. Finge que quer reajustar o salário e, se for impedido de fazê-lo, dirá que a culpa é da Justiça.
Quércia se acerta com o PT em São Paulo
O PT conseguiu um trunfo em São Paulo com a candidatura de Orestes Quércia ao governo do estado, pelo PMDB. Quércia não tem chance de vencer, mas sua candidatura pode levar a eleição para o segundo turno. Aí, aumentariam as chances de Aloizio Mercadante numa disputa mano a mano com José Serra. Em tempo: não foi divulgado o teor do acordo programático de Quércia com os petistas...
Sanguessuga na CPI dos Sanguessugas
O senador Ney Suassuna - da ala lulista do PMDB, acusado de ser um dos beneficiados no esquema de compra superfaturada de ambulâncias - conseguiu, como se temia, indicar o relator da CPI dos Sanguessugas. Pior: um dos parlamentares diretamente acusados, o deputado Inaldo Leitão (PL-PB) é participante da CPI. Ou seja, é réu e juiz ao mesmo tempo.
Orgia com dinheiro público
Os jornais desta sexta-feira mostram o PSDB denunciando o governo Lula por ter gasto R$ 3 bilhões em publicidade e patrocínio, entre março de 2004 e março deste ano.