Rio de Janeiro, 28 de Março de 2026

No horário eleitoral, críticas a FHC e suspeitas de HH

Terça, 26 de Setembro de 2006 às 09:20, por: CdB

Presidente e candidato, Luiz Inácio Lula da Silva preferiu destacar as ações do governo federal na área de segurança e críticar a atuação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no campo da Segurança, em seu espaço na propaganda eleitoral gratuita no rádio, veiculado na manhã desta terça-feira. FHC criticou Lula em comício dos tucanos, em Sorocaba, na noite desta segunda-feira.

- Antes de Lula, o governo federal fazia pouco ou quase nada na área de segurança pública. Não havia circulação com os Estados, nem os investimentos necessários em presídios, tecnologia ou inteligência policial. Mas isto está mudando - disseram os locutores no início do programa de Lula.

Em sua fala, o presidente afirmou ainda que a prioridade do seu governo tem sido corrigir erros de governantes anteriores.

- O problema da segurança desafia governantes no mundo todo e muito especialmente no Brasil. Apesar de ser responsabilidade dos Estados, o governo federal tem participado ativamente da Segurança Pública. A nossa prioridade tem sido corrigir um dos erros mais graves que encontramos: a total falta de integração dos trabalhos das polícias do país - disse.

O petista falou, ainda, sobre a criação do Sistema Único de Segurança Pública e da Força Nacional de Segurança, uma obra de seu governo.

- Já estão funcionando em todos os Estados os gabinetes de Gestão Integrada, que unem o trabalho de autoridades estaduais e federais. Estamos implantando o sistema penitenciário federal, que estava no papel desde 1984. E estamos modernizando a Polícia Federal para que ela, além de combater o crime organizado, sirva também de modelo para as polícias estaduais - disse.

Conteúdo do dossiê

A candidata do PSol, Heloisa Helena, também preferiu abordar o tema da corrupção, mas questionou o conteúdo do Dossiê Serra.

- Na democracia, todos são iguais. Você é igual a seu vizinho, que é igual a outro vizinho, que é igual ao delegado, ao juiz. É essencial que se apure também a participação dos políticos do PSDB neste escândalo dos sanguessugas. Foi na gestão deles que 70% das ambulâncias foram vendidas - disse.

Já o candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, no mesmo horário, preferiu abordar os escândalos que envolvem integrantes do PT na compra de uma série de documentos, conhecida como Dossiê Serra, que conteriam denúncias graves de corrupção contra tucanos.

- O Brasil está vivendo um momento muito grave nessa eleição. Você certamente tem acompanhado pelo noticiário. Os fatos são graves. Pessoas do PT foram presas pela polícia com dinheiro vivo. O assessor especial do presidente está envolvido no escândalo. Um diretor do Banco do Brasil está envolvido. O presidente do PT está envolvido. Auxiliares do presidente estão envolvidos. É importante que você saiba dos fatos como eles são - disse Alckmin.

Segundo os locutores do programa do PSDB "não é a primeira, nem a segunda nem a terceira vez que estas coisas acontecem no PT e nesse governo Lula".

- Não é possível que as crianças e os jovens brasileiros cresçam com esses maus exemplos. Chegou a hora de dizer chega de tanto escândalo. Chega de mala de dinheiro. Chega de tanta falsidade. Ou mudamos esse país para melhor, ou vamos nos arrepender mais uma vez - completou Alckmin.

Cristovam Buarque, do PDT, disse que nem todos os políticos são corruptos.

- Todos nós estamos vendo que a política brasileira está corrompida. Cada dia é um novo escândalo. E os corruptos estão passando a idéia de que todos os políticos são iguais a eles e conseguindo fazer com que o povo acredite nisso e fique acomodado, aceitando a corrupção como se fosse de todos. Isto não é verdade. Há políticos honestos no Brasil, no meu partido e em outros partidos também - disse.

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