29.08.2011
NOVA IORQUE-ESTADOS UNIDOS - Filósofos e juristas já escreveram à exaustão sobre a pena de morte, mas o tema resiste ao tempo, até porque, como observou o jurista italiano Mario Marazziti, os políticos, como regra, não têm coragem de extinguir esse tipo de pena e preferem seguir os baixos instintos da população. Sobre a pressão conservadora norte-americana, Marazziti lembrou a campanha presidencial travada entre o republicano George Bush (pai) e o democrata Michael Dukakis.
Por ANTONIO CARLOS LACERDA
PRAVDA.RU
O democrata, no último debate televisivo, manifestou-se contrário à pena de morte e, no dia seguinte, caiu sete pontos nas pesquisas. Assim, deu adeus à pretensão de virar hóspede da Casa Branca.
No século XI, Tomás de Aquino sustentava ser lícito ao "príncipe" extirpar da sociedade um elemento nocivo da mesma maneira que ao médico era legítimo amputar um membro infeccionado para salvar o paciente.
Em sentido contrário, manifestou-se, em 1764 na obra Dos Delitos e das Penas, o marquês de Beccaria, precursor do direito penal moderno e iniciador do processo de humanização das penas.