Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Nível do Sistema Cantareira permanece em 5,1%

O nível dos reservatórios do Sistema Cantareira está em 5,1% desde domingo, de acordo com medição da Companhia Estadual de Saneamento Básico (Sabesp). Apesar da interrupção nas constantes quedas, as esperadas chuvas na região continuam abaixo das médias históricas.

Terça, 27 de Janeiro de 2015 às 09:45, por: CdB
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Sistema Cantareira está com nível estável desde domingo
  O nível dos reservatórios do Sistema Cantareira está em 5,1% desde domingo, de acordo com medição da Companhia Estadual de Saneamento Básico (Sabesp). Apesar da interrupção nas constantes quedas, as esperadas chuvas na região continuam abaixo das médias históricas. Para janeiro, era esperada precipitação de 271,1 milímetros (mm). Faltando apenas quatro dias para encerrar o mês, a chuva acumulada foi 134,2 mm, pouco menos que metade do esperado. Nesta segunda-feira, choveu 21 mm na região. Nos outros mananciais também choveu e foram registradas leves altas. O Guarapiranga passou de 43,7% nesta segunda para 46% esta terça-feira. A pluviometria dessa segunda-feira foi 29,8 mm. O acumulado de janeiro registra 218,2 mm. A média histórica para janeiro é 229,3 mm. No Alto Tietê, o nível subiu de 10,3% nesta segunda para 10,4% esta ternça-feira. O manancial recebeu aproximadamente um terço das chuvas esperadas para o mês de janeiro. O acumulado é 85,9 mm, e a média histórica é 251,5 milímetros. Para o Alto Tietê, o governador Geraldo Alckmin anunciou nesta terça-feira detalhes sobre aumento na captação de água no manancial. Hoje, a Sabesp também começou a disponibilizar em seu site a lista com horários e locais em que havará diminuição da pressão na rede de abastecimento. A medida, segundo a Sabesp, serve para redução nas perdas de água por vazamentos nas tubulações. De acordo com a lista, em algumas regiões, o corte diário dura 18 horas. Crise hídrica afeta indústrias

A indústria paulista já esperava uma crise de água para o ano de 2015, mas não com a intensidade que está ocorrendo, de acordo com o diretor titular do Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Nelson Pereira dos Reis.

Segundo ele, 60 mil estabelecimentos do setor, da Grande São Paulo e da região de Campinas, devem ser afetados pela falta de água. Eles representam quase 60% do PIB industrial do estado. “Não é difícil imaginar o que a escassez de água pode representar para a atividade econômica da indústria na região” disse. Além disso, as duas regiões representam metade do emprego industrial de São Paulo. São cerca de 1,5 milhão de empregos. Para Reis, demissões não estão nos planos a curto prazo. “A última coisa que a indústria quer fazer é reduzir os postos de trabalho. A gente espera que isso [crise da água] seja temporário, então não existe essa intenção”, acrescenta. - (Mas) se a crise se aprofundar e a empresa for obrigada a reduzir sua atividade, por exemplo, ficar um dia sem água, aí começará a impactar e as empresas terão que fazer contas - pondera Reis. O diretor explica que, com a crise hídrica, as indústrias precisarão alterar hábitos e procedimentos e que isso afetará competitividade, produtividade e lucro. A indústria intensificou o reúso da água no processo de produção, além de economizar e reduzir o volume anteriormente utilizado. Além disso, a Fiesp está estudando o potencial das águas subterrâneas para o setor. Nas áreas de maior concentração de empresas, a ideia é que haja investimentos para se obter um volume adicional de água, fazendo perfuração de poços artesianos. “Para curto prazo, essas alternativas são as mais viáveis de se fazer”, destaca Reis.
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