Pelo segundo mês consecutivo, em maio a taxa de desemprego manteve-se estável em 15,6% da População Economicamente Ativa (conjunto de pessoas empregadas e desempregados), no conjunto das regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto alegre, Recife, Salvador , São Paulo e Distrito Federal. No período foram criados 80 mil postos de trabalho e 97 mil pessoas ingressaram no mercado de trabalho. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego, divulgada hoje (23) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e pela Fundação Seade.
Na comparação com abril, houve melhora no nível de ocupação nas regiões metropolitanas de São Paulo (1,3%) e do Distrito Federal (1%). A taxa caiu em Salvador (1.5%), Porto Alegre (1%) e Recife (0,45). Na região metropolitana de Belo Horizonte não houve alteração. A maioria das vagas em termos absolutos foi oferecida no setor de serviços (60 mil), com alta de 0,6%, seguida pela construção civil (19 mil) e aumento de 1,8%, e outros setores, com 12 mil novas contratações, com aumento de 0,8%. O comércio contratou 5 mil empregados (0,2%) e a indústria cortou 16 mil vagas, com retração de 0,6%.
A pesquisa mostra que em abril, o rendimento médio real dos ocupados teve ligeira alta, passando para R$ 1.210 (0,3%). O salário médio real cresceu 1% para os assalariados, passando a valer em média R$ 1.288.
Arrecadação
No campo da Previdência Social, o Ministério do Trabalho registrou em maio recorde de arrecadação, com R$ 14 ,4 bilhões, o maior valor mensal desde 1995, quando teve início a série histórica. Mesmo assim fechou o mês com déficit de R$ 2,73 bilhões, em função de despesas no total de R$ 17,1 bilhões. A Previdência urbana teve saldo positivo nas contas de R$ 214,3 milhões, com arrecadação de R$ 13,9 bilhões e despesa de 13,7 bilhões. A Previdência rural arrecadou R$ 474 milhões e gastou R$ 3,428 bilhões, com déficit de R$ 2,945 bilhões.