Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Nível de confiança do brasileiro na economia fica acima da média mundial

O brasileiro perde a confiança na economia desde que a crise do capitalismo mundial se tornou mais aguda, mas isso não significa que pretenda diminuir os gastos e aumentar a poupança. Esta é a conclusão a que chegou a pesquisa global Nielsen, divulgada nesta sexta-feira, sobre a confiança do consumidor, na qual foram ouvidos 25.140 usuários de internet em 50 países. (Leia Mais)

Sexta, 03 de Julho de 2009 às 08:53, por: CdB

O brasileiro perde a confiança na economia desde que a crise do capitalismo mundial se tornou mais aguda, mas isso não significa que pretenda diminuir os gastos e aumentar  a poupança. Esta é a conclusão a que chegou a pesquisa global Nielsen, divulgada nesta sexta-feira, sobre a confiança do consumidor, na qual foram ouvidos 25.140 usuários de internet em 50 países. Em outubro do ano passado, quando da última aferição, o índice de confiança do brasileiro era de 109, declinando agora para 88. Apesar da queda de 19 pontos, ainda se mantém acima da média em países da América Latina, de 82 pontos.

A média global é de 77, com uma queda de sete pontos porcentuais em relação ao segundo semestre de 2008, enquanto a dos Estados Unidos é de 80 e da China, de 89 pontos. Apenas Dinamarca e Indonésia não caíram abaixo da média apontada no índice. E dos países que formam os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), só a China não teve queda de dois dígitos.

Segundo a pesquisa, 77% dos brasileiros admitem que o país vive uma recessão, número equivalente à média global, enquanto para 65% dos entrevistados, a situação não deverá mudar em 12 meses, tendo maio como referência devido à realização da pesquisa. A média latino-americana situa-se em patamar abaixo, 58%, enquanto a global fica em 52%. Apenas 18% esperam que o Brasil saia da recessão econômica até o primeiro semestre de 2010.

Ainda que a ampla maioria acredite que a situação não vá melhorar tão cedo, 81% dos entrevistados no Brasil disseram que as perspectivas de emprego nos próximos meses estão nos níveis "excelente ou bom", enquanto que, na América Latina, o patamar fique em 74%. Ao todo, 57% afirmaram ter uma percepção excelente ou boa quanto às finanças pessoais no médio prazo, diante da média mundial de 42%.

Produção em alta

Os últimos números da produção industrial brasileira servem de apoio aos dados da pesquisa global. Dados da indústria, divulgados na véspera, mostram que a atividade fabril nacional subiu mais do que o esperado em maio, frente ao mês anterior, novamente beneficiada pelo categoria de bens de consumo duráveis. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção subiu 1,3% ante abril, no quinto avanço seguido nessa comparação. O desempenho supera a projeção de analistas ouvidos pela agência inglesa de notícias Reuters, de expansão de 0,4%. O IBGE também revisou levemente para cima os dados de janeiro, fevereiro e abril.

– Há uma recuperação na margem, que é positiva, gradual e contínua – disse a economista do IBGE Isabela Nunes, ressaltando que a indústria voltou ao patamar de junho de 2006. Até abril, a indústria operava no nível de abril de 2005.

Segundo o IBGE, desde o agravamento da crise global, em setembro passado, a indústria ainda acumula perda de 13,8 %. Até abril, o ônus era de 15 %.

– Há uma sensação de recuperação no ar ao se analisar os dados de indústria, produção e sondagens do setor. No entanto, não dá para se falar num movimento generalizado. O crescimento é gradual e não é uniforme – acrescentou.

Segundo o IBGE, a trajetória de expansão em 2009, na comparação com os meses imediatamente anteriores-- é capitaneada pelo segmento de veículos, que foi estimulado por incentivos do governo e pela expansão da renda.

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