Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Nível de alerta cresce na Esplanada das Mesquitas

Quinta, 17 de Fevereiro de 2005 às 03:41, por: CdB

As autoridades policiais elevaram o nível de alerta na colina de Haram es-Sharif ou Esplanada das Mesquitas, onde ficam as de Al Aqsa e Omar, terceiras na hierarquia do Islã, por medo de ataques de extremistas da direita israelense.

Nos órgãos israelenses de segurança, informa, nesta quinta-feira, a rádio pública, existe a preocupação com a possibilidade de os radicais quererem sabotar desse modo a aplicação da lei para a evacuação do território palestino de Gaza.

A lei, que começará a ser aplicada em julho, foi aprovada ontem quarta-feira por 59 votos a favor, 40 contra e cinco abstenções na Câmara Legislativa (Knesset), uma derrota para a direita, que se opõe à evacuação.

Segundo a emissora, cem policiais vigiam dia e noite a área onde ficam as mesquitas, em uma superfície de um quilômetro quadrado que inclui também o Muro dos Lamentações e a Basílica do Santo Sepulcro.

As autoridades policiais aumentaram a dotação de guarda na zona com outros quarenta agentes. A estes se soma um número indeterminado de agentes secretos e os guardiães palestinos do Wakf, o Comitê Superior Islâmico que administra de forma autônoma as instituições e os bens da comunidade muçulmana.

Um ataque contra as mesquitas da cidade antiga de Jerusalém, que seguem às de Medina e Meca na hierarquia do Islã, poderia gerar uma reação em cadeia no mundo muçulmano e, enquanto isso, impedir a evacuação militar e o desalojamento de 8.000 colonos dos assentamentos judaicos estabelecidos em Gaza.

A lei deve ser aprovada agora em uma última instância, no próximo domingo, no Gabinete Nacional, presidido pelo primeiro-ministro Ariel Sharon, e que deve ordenar sua aplicação em meio a uma campanha violenta de parte dos extremistas, alguns dos quais ameaçaram Sharon e outros ministros de morte.

Um magnicídio como o assassinato do primeiro-ministro trabalhista Yitzhak Rabin em 1995 para impedir suas negociações de paz com os palestinos e um ataque contra as mesquitas de Haram es-Sharif, no bairro muçulmano de Jerusalém, são atualmente os maiores perigos para o dispositivo de segurança israelense.

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