Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Nível de água do Sistema Cantareira registra queda e chega a 12,9%, segundo Sabesp

As represas que formam o mais importante conjunto de reservatórios de água que abastece a região metropolitana de São Paulo, o Sistema Cantareira, exibiam nível de 12,9 % da capacidade total nesta segunda-feira, segundo dados da companhia de saneamento e abastecimento estadual, Sabesp.

Segunda, 07 de Abril de 2014 às 11:31, por: CdB
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Poça d"água vista no chão rachado da represa de Jaguari em Bragança Paulista. As represas que formam o mais importante conjunto de reservatórios de água que abastece a região metropolitana de São Paulo, o Sistema Cantareira
As represas que formam o mais importante conjunto de reservatórios de água que abastece a região metropolitana de São Paulo, o Sistema Cantareira, exibiam nível de 12,9 %  da capacidade total nesta segunda-feira, segundo dados da companhia de saneamento e abastecimento estadual, Sabesp. O Cantareira, que também abastece cidades do interior paulista, tem registrado nível baixo desde final do ano passado, diante de chuvas abaixo da média histórica desde meados do ano passado e temperaturas elevadas no início deste ano. Em março, o volume de chuvas foi ligeiramente superior a média pela primeira vez desde junho de 2013. O recuo no nível de água ocorre apesar da Sabesp ter ampliado programa de desconto nas contas de água dos consumidores que reduzirem em 20% o consumo de água em relação a média dos 12 meses anteriores, o que obrigou a empresa a rever investimentos e a fazer contingenciamentos de orçamento de R$ 700 milhões para este ano. A média de chuvas no Cantareira em abril é bem menor que o nível histórico de março: 89,3 milímetros contra 184 milímetros do mês passado. A média cai em maio para 83,2 milímetros, recuando a 56 milímetros em junho, 49,9 milímetros em julho e 36,9 milímetros em agosto, tradicionais meses de pluviosidade reduzida. Perguntado no final de março se a Sabesp já não deveria ter iniciado racionamento de água para a região metropolitana de São Paulo, o diretor econômico-financeiro da Sabesp, Rui Affonso, afirmou que a companhia estava se programando para "chegarmos até outubro sem racionamento". - Quem fala em racionamento preventivo não tem ideia do que é racionar água para 10 milhões de habitantes. É uma operação de guerra. (...) A Sabesp tem dever de evitar isso para a população a qualquer custo - disse o executivo na ocasião. Seca prolongada A seca prolongada que provoca redução de um dos principais reservatórios para abastecimento de água da região metropolitana de São Paulo deverá afetar a Sabesp, companhia de água e saneamento, de forma mais severa que prevista anteriormente, segundo a agência de classificação de risco Fitch. - As projeções atuais da Fitch relacionadas ao impacto no fluxo de caixa da companhia por uma redução no volume de água e esgoto faturados demonstram pressão moderada a alta sobre o perfil de crédito da Sabesp - disse a Fitch, em nota nesta segunda-feira. O reservatório do Sistema Cantareira, responsável por cerca de um terço do volume total de água produzido pela companhia, está com nível de armazenamento de 12,9 %, enquanto a empresa realiza programa de incentivo que dá descontos na conta a consumidores que diminuírem o consumo em 20 por cento. A Fitch estima que em 2014 o endividamento líquido da Sabesp medido por dívida líquida ajustada sobre Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) aumente para 3,5 vezes, ante 2,5 vezes ao final de 2013. - Espera-se que a dívida líquida da companhia se recupere a um nível alinhado com os ratings atuais da companhia assim que as condições hidrológicas retornarem ao padrão normal - diz a Fitch. A agência acrescenta que frustrações relevantes relacionadas aos ajustes de tarifas ou uma redução no consumo de água além das expectativas da Fitch poderão elevar a alavancagem líquida da companhia para acima de 4 vezes em 2014 e colocar mais pressão nos ratings da Sabesp.  
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