Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

Nigéria: ataque de fundamentalistas islâmicos deixa mais de 40 mortos

Domingo, 29 de Setembro de 2013 às 09:04, por: CdB
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Os insurgentes invadiram os dormitórios onde estavam os estudantes e abriram fogo
Homens armados mataram pelo menos 40 pessoas neste domingo em um ataque contra uma universidade no nordeste da Nigéria, disse uma testemunha à agência inglesa de notícias Reuters, em uma região onde militantes islamitas têm investido contra escolas e faculdades. O grupo islamita Boko Haram intensificou ataques contra alvos civis nas últimas semanas, em reação a uma ofensiva militar contra sua insurgência. O Boko Haram e grupos islamitas como o Ansaru, ligado à Al Qaeda, tornaram-se a maior ameaça à segurança na segunda maior economia e maior exportadora da África. Homens armados invadiram a faculdade de agricultura no Estado de Yobe e atiraram em estudantes que dormiam nas primeiras horas deste domingo, afirmou o comissário policial Sanusi Rufai. Uma testemunha também disse à agência inglesa que 40 corpos no principal hospital da capital de Yobe, a cidade de Damaturu, a maioria rapazes que se acredita estudavam na instituição. Os corpos foram trazidos da faculdade, localizada em Gujba, uma área rural a cerca de 50 quilômetros ao sul de Damaturu. Suspeitos de integrar o Boko Haram atacaram diversas escolas nos últimos meses, incluindo uma incursão a uma escola em Potiskum que matou 27 estudantes e um docente. Outra tragédia Há menos de 24 horas, uma outra tragédia teve lugar no mesmo país. Pelo menos 42 pessoas morreram e cerca de uma centena estão desaparecidas, devido ao naufrágio de uma embarcação sobrelotada, no rio Níger, no centro da Nigéria. Equipes de socorro estão à procura de corpos e de eventuais sobreviventes. A embarcação transportava cerca de 150 pessoas e “partiu-se em duas”, depois de ter deixado a aldeia de Malilli, disse à agência francesa de notícias AFP Mohammed Shaba, presidente da agência para situações de emergência do Estado do Níger. Foi “o pior acidente” na região, nos últimos anos. Nas zonas remotas da Nigéria o transporte de passageiros é frequentemente feito em embarcações em mau estado de conservação. As empresas proprietárias procuram transportar o maior número possível de pessoas para aumentarem as receitas. Os fortes caudais dos rios, após grandes inundações, nos últimos meses, podem ter contribuído para a tragédia.
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