O Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica britânico (Nice, na sigla em inglês) lançou uma campanha com recomendações para que empresas promovam o exercício entre seus funcionários, afirmando que a prática renderia lucros para os negócios. De acordo com o Nice, 65% dos homens e 76% das mulheres acima dos 16 anos não se exercitam o suficiente.
- Além de beneficiar os funcionários, uma força de trabalho saudável pode resultar em benefícios financeiros para os empregadores, incluindo o aumento de produtividade e menor ausência por causa de doenças, além de maior retenção dos funcionários. Com a classe trabalhadora passando 60% de seu tempo no trabalho, segundo estimativas, muitos empregadores já reconhecem sua responsabilidade pela saúde e bem-estar de seus empregados - disse Peter Littlejohns, um dos autores das recomendações do instituto independente, ligado ao serviço de saúde pública da Inglaterra.
O Nice ressalta que a prática de exercícios ajuda a evitar ou administrar condições e doenças como doenças coronárias, diabetes e alguns cânceres.
- Estima-se que a inatividade física custe 8,2 bilhões de libra por ano, o que inclui custos indiretos causados por faltas ao trabalho de empregados por conta de problemas de saúde - disse Dale Robinson, membro do Nice.
O instituto afirma que a obesidade também é causada, em parte, pela falta de atividades físicas, custando aos cofres britânicos outros estimados 2,5 bilhões de libras (R$ 6 bilhões). Entre as recomendações do Nice está estimular os funcionários a se locomover de forma mais saudável, procurando caminhar ou pedalar em parte – ou totalidade – do percurso de e para o trabalho, além de usar escadas em vez de elevadores.