O ex-presidente da Nicarágua Arnoldo Alemán foi condenado no domingo a 20 anos de prisão e a uma multa pelos crimes de fraude, lavagem de dinheiro e desvio de dinheiro público.
A juíza Juana Mendez determinou a condenação e disse que Alemán ficará sob prisão domiciliar na fazenda dele, ao sul de Manágua, até ser submetido a um exame médico.
O ex-mandatário, 57, comandou o de 1997 a 2002. Ele é o primeiro ex-presidente nicaraguense condenado na Justiça criminal.
O advogado de Alemán, Mauricio Martinez, disse que a sentença havia sido obra da oposição sandinista e que seu cliente apelaria dentro de cinco dias. Parece que a multa girava em torno de 20 mil dólares, mas o valor exato dela não foi divulgado.
O procurador-geral da Nicarágua acusou o ex-presidente e 13 membros da família e do governo dele de desviarem 100 milhões de dólares em dinheiro público para uso pessoal.
Segundo a condenação, Alemán retirou 8 milhões de dólares do tesouro e usou parte desse montante para comprar um helicóptero que alugava para agências do governo.
O dinheiro foi transferido para contas de empresas legais e para empresas de fachada fora do país, disse a juíza na sentença.
-Alemán, enquanto foi presidente da Nicarágua, praticou fraude e pressionou seus subordinados para atingir seu objetivo de enriquecimento pessoal- afirmou.
O caso contra o direitista Alemán é parte de uma campanha de combate à corrupção deflagrada pelo presidente Enrique Bolanos, que foi vice de Alemán durante grande parte do mandato dele.
O ex-presidente foi colocado inicialmente em prisão domiciliar após ter perdido sua imunidade parlamentar em dezembro de 2002, quando era deputado. Em agosto de 2003, acabou preso. No mês passado, foi recolocado em prisão domiciliar devido a problemas de saúde.