A procuradoria-geral da Nicarágua solicitou o arquivamento de um processo movido contra o ex-presidente do país, Arnoldo Alemán. De acordo com a procuradoria, não há provas de que Alemán, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, tenha cometido alguma irregularidade.
O promotor encarregado do caso disse que de acordo com a lei nicaragüense, não existem evidências suficientes para levar o processo adiante. Segundo acusações, o ex-presidente teria desviado mais de US$ 100 milhões dos cofres públicos.
Alemán, de 57 anos, que deixou o poder no início do ano passado, está detido há quase doze meses.
Na quarta-feira, o ex-presidente foi transferido para regime de prisão domiciliar após seus advogados terem apelado para problemas de saúde.
Os Estados Unidos protestaram contra a decisão e anunciaram que irão suspender uma ajuda judicial à Nicarágua no valor de US$ 49 milhões. De acordo com pesquisas de opinião, os nicaragüenses também rejeitam a medida.
A juíza do caso contra o ex-presidente disse que vai analisar o pedido de arquivamento, mas adiantou que mesmo em caso de falta de provas, Alemán não será liberado de todas as acusações que pesam contra ele