Rio de Janeiro, 15 de Outubro de 2026

NET contabiliza prejuízo e dívida ampliada para US$ 1,68 bilhão

Maior empresa de TV a cabo do país, a Net, divulgou nesta terça-feira o primeiro resultado líquido negativo após fechar vários trimestres no azul. O prejuízo de R$ 64 milhões acabou sendo gerado por um forte impacto da valorização de cerca de 20% do dólar sobre o real no trimestre passado. (Leia Mais)

Terça, 21 de Outubro de 2008 às 10:49, por: CdB

Maior empresa de TV a cabo do país, a Net, divulgou nesta terça-feira o primeiro resultado líquido negativo após fechar vários trimestres no azul. O prejuízo de R$ 64 milhões acabou sendo gerado por um forte impacto da valorização de cerca de 20% do dólar sobre o real no trimestre passado. Apesar de ter registrado melhora operacional, com um crescimento de 60% na base de unidades geradoras de receita (TV por assinatura, telefonia e banda larga, por exemplo), a companhia não conseguiu compensar na última linha de seu balanço o efeito contábil negativo da variação cambial do período.

A operadora registrou um resultado financeiro negativo de R$ 113,77 milhões no trimestre passado, ante desempenho também negativo, mas muito menor, de R$ 12,83 milhões um ano antes. Esse resultado foi impactado por uma variação cambial negativa de R$ 117,28 milhões nos três meses encerrados em setembro. No mesmo período do ano passado, o saldo havia sido positivo em R$ 13,25 milhões e no segundo trimestre deste ano a conta também tinha sido positiva, em R$ 25,8 milhões.

"A companhia não realizou nenhuma operação de risco no mercado cambial e essa despesa teve efeito puramente contábil, não afetando sua posição de caixa", informa a Net no resultado divulgado ao mercado nesta terça-feira.

No final do terceiro trimestre, a empresa tinha dívida bruta total de R$ 1,62 bilhão, contra R$ 1,18 bilhão um ano antes. Do total da dívida, 42,2% está em moeda estrangeira, um crescimento em relação à fatia de 23,6% de um ano atrás. A Net teve alta de 21 por cento na geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), para R$ 247 milhões nos três meses encerrados em setembro. A margem, porém caiu de 27% para 26% no período.

A base total de unidades geradoras de receita cresceu 60%, para R$ 7,362 milhões. Enquanto isso, a receita média por usuário subiu 5,6%, para R$ 135,63. Os clientes de TV por assinatura subiram 22%, para 2,923 milhões, enquanto os serviços de banda larga avançaram 60% em número de assinantes e os de telefonia saltaram 208%, para 1,53 milhão.

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