Uma comitiva de parlamentares neozelandeses esteve reunida hoje com o presidente da Câmara, Marco Maia, para discutir mecanismos para intensificar o intercâmbio comercial entre os dois países. O presidente do parlamento neozelandês, Lockwood Smith, lembrou que já há investimentos bilaterais importantes por parte de companhias de laticínios da Nova Zelândia e da Petrobrás.
A visita dos parlamentares ao Brasil integra a estratégia do governo neozelândes de negociar um acordo de livre comércio com o Mercosul. O objetivo, a longo prazo, é ampliar o comércio com economias emergentes. Em 2009, a Nova Zelância fechou um acordo de livre comércio com a China e negocia tratados semelhante com a Rússia e a Índia.
Lockwood Smith ainda informou que seu país tem interesse em normatizar intercâmbios na área educacional, já que há muitos brasileiros em escolas e universidades neozelandesas e professores da Nova Zelãndia em escolas de língua estrangeira no Brasil.
Outra área de interesse da Nova Zelândia, segundo ele, é a implantação de vôos diretos entre São Paulo e Auckland. Ele informou que a principal companhia neozelandesa (Air New Zealand) vai receber aviões que já serão capazes de fazer o percurso. Ele quer que as companhias brasileiras também estudem a possibilidade de operar esse trecho.
Em 2010, o Brasil exportou US$ 46 milhões para a Nova Zelândia, principalmente produtos primários.
Código Florestal
Durante o encontro, Marco Maia explicou a Lockwood Smith as negociações para votação das mudanças no Código Florestal. Ele explicou ao parlamentar neozelandês que a principal preocupação é conciliar a preservação do meio ambiente com a produção agrícola. O presidente da Câmara explicou que a maior parte das alterações já são consensuais e que, assim que as últimas divergências forem resolvidas, a nova lei sobre preservação ambiental será votada.
A delegação neozelandesa segue ainda nesta semana para Argentina, Uruguai e Chile.
Edição – Paulo Cesar Santos