O Tribunal de Justiça do Distrito Federal concedeu nesta sexta-feira prisão domiciliar ao empresário Nenê Constantino, dono da empresa aérea Gol.
Réu em dois processos por homicídio, entre os quais o do líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito, morto a tiros em 2001, Constantino está com prisão preventiva decretada desde quinta-feira.
Ele é acusado pela Polícia Civil de Brasília de ameaçar testemunhas e de obstrução à Justiça.
Constantino, de 78 anos, e três supostos cúmplices tiveram prisão preventiva determinada na última quinta-feira, para fins de instrução criminal, sob a acusação de que vinham ameaçando testemunhas e obstruindo a justiça.
O advogado Marcelo Bessa informou que Constantino, que estaria doente, se apresentará espontaneamente.
Um dos detidos é o empresário Victor Foresti, genro e sócio de Nenê na empresa de transportes urbanos Planeta, aacusado de tentar subornar testemunhas.
Os outros presos são os motoristas João Alcides Miranda e Vanderlei Batista, que trabalhavam para o empresário na época dos assassinatos e seriam cúmplices dos crimes.