Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Nem Lady Gaga levanta mercado musical

Quando nem mesmo Lady Gaga é capaz de mudar o astral reinante, você sabe que a indústria de música passa por uma fase desanimada. A despeito de um calendário de lançamentos que inclui a rainha do pop, Britney Spears, R.E.M., U2 e Coldplay, as gravadoras se preparam para mais um ano difícil pela frente.

Quarta, 26 de Janeiro de 2011 às 11:55, por: CdB
Quando nem mesmo Lady Gaga é capaz de mudar o astral reinante, você sabe que a indústria de música passa por uma fase desanimada. A despeito de um calendário de lançamentos que inclui a rainha do pop, Britney Spears, R.E.M., U2 e Coldplay, as gravadoras se preparam para mais um ano difícil pela frente. Universal Music Group, Sony Music Entertainment, Warner Music Group e EMI - líderes do mercado - enfrentaram perdas em 2010, como vêm fazendo há uma década, prejudicadas pela pirataria online, o espaço cada vez menor no varejo e a incapacidade de se adaptarem às mudanças tecnológicas. Em todo o mundo, as vendas de música gravada tiveram queda de 9% no ano passado, e cifras divulgadas na semana passada sugerem que 19 em cada 20 faixas descarregadas da Internet no ano passado tenham sido ilegais. A escala da pirataria e de outros desafios sugere que, não importa quais artistas concorram pela supremacia nas paradas, é virtualmente garantido que as vendas de 2011 não modifiquem essa tendência de queda. – Não vejo qualquer indicativo de que as vendas de discos vão melhorar, porque isso não tem nada a ver com a qualidade da música –, disse o crítico de música norte-americano Robert Christgau, numa avaliação pouco animadora das perspectivas do setor. Mas isso não torna irrelevantes os lançamentos programados, e as gravadoras ainda esperam que seus artistas cheguem ao topo e compensem o tempo e os investimentos feitos neles. A previsão é que o maior lançamento do ano seja o da "provocadora pop" Lady Gaga, Born This Way, previsto para sair em 23 de maio. A cantora, que não é de medir suas palavras, descreve o disco como "absolutamente o maior trabalho que já criei". As vendas combinadas de seus álbuns The Fame, The Fame Monster e um álbum de remixagens chegam a 15 milhões, um número respeitável mesmo na época anterior à crise, e, com mais turnês previstas, a revista Forbes estima que a cantora de 24 anos possa ganhar mais de US$ 100 milhões este ano. – Ela está apenas agora começando a atingir seu potencial artístico e comercial –, disse à Forbes o advogado do setor de entretenimento Bernie Resnick. – O que estamos vendo é apenas o começo.
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