O exame de DNA não ajudará na identificação de algumas vítimas do vôo JJ 3054 da TAM devido ao estado dos corpos. Muitos foram calcinados (reduzidos a cinzas), o que dificultará o processo.
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o Instituto Médico Legal (IML) ainda não possui o número de corpos que se encontram nessa situação. Segundo o diretor técnico do IML Central de São Paulo, Carlos Alberto, com o corpo exposto a temperatura de 800, 1.000º C, a qualidade da estrutura do DNA não é adequada, ela fica bastante danificada. Depende de cada caso encontrar ou não uma região que, presumidamente, tenha boa qualidade.
Os legistas têm esperança que, no caso dos corpos que foram carbonizados, as chamas não tenham atingido partes de ossos para que possa ser extraído material genético para análise.
Os bombeiros estimam que a temperatura durante o acidente da TAM tenha atingido 1.000ºC. Em crematórios, em termos de comparação, as temperaturas variam entre 400º C e 1.000º C para queimar os corpos.