O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quarta-feira, que espera o fim da crise aérea em março de 2008. Ele ainda rebateu as críticas feita pelo presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, que anunciou a renúncia ao mandato na Anac nesta quarta.
— Eu marquei um prazo para mim mesmo: março. Março encerra o período de alta e começa o período de baixa. A partir de março, nós vamos ter o problema resolvido —, disse em entrevista coletiva.
Jobim explicou que o problema de segurança já está resolvido, reconhecendo as dificuldades do sistema, e que, agora, os problemas se concentram na regularidade dos vôos.
— Nós temos uma capacidade física para atender. A capacidade física identificada, há pressão das empresas por aumento da demanda. Não podemos ceder à pressão porque a capacidade física não pode ser esgarçada, sob pena de ter problemas de segurança —, advertiu.
O ministro também respondeu as críticas feitas pelo presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, que anunciou a renúncia ao mandato na Anac nesta quarta. Para Jobim, a afirmação de que o aumento da distância entre as poltronas das aeronaves vai aumentar o preço das passagens e retirar a população de baixa renda dos aeroportos é demagogia.
— É uma frase demagógica, não e verdade. Absolutamente demagógico —, disse.
Jobim reafirmou que a fiscalização das empresas aéreas é leniente e acredita que, a partir de agora, com a chegada da economista Solange Vieira à presidência da Anac, a fiscalização será feita de maneira adequada.
O ministro da Defesa informou ainda que, com a saída do dirigente gaúcho, o sistema de transporte aéreo do Brasil ganha nova roupagem e os nomes indicados por ele poderão assumir funções específicas na regulação do transporte aéreo.
Nelsom Jobim ainda destacou que as companhias aéreas passarão a integrar o gerenciamento do sistema do espaço aéreo para que seja mais fácil prever problemas de meteorologia, o que não estaria sendo feito até agora.
— O problema de meteorologia é relativamente previsível. Então nós podemos gerenciar um cetro de gerenciamento com a informação eficaz das empresas. A informação é que as empresas não têm participado deste organismo —, disse Jobim.
Nelson Jobim espera que crise aére temine em maço de 2008
Quarta, 31 de Outubro de 2007 às 15:04, por: CdB