Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Negócios em alta e lucros estáveis viabilizaram investimentos em 2004

Sexta, 22 de Abril de 2005 às 09:23, por: CdB

Estudo   elaborado  pela  Serasa  revelou  que  o  crescimento  dos negócios,  aliado aos lucros estáveis, viabilizou a realização de maiores investimentos  em ativos fixos em 2004. A base do estudo é uma amostra de 1.500   demonstrativos  contábeis  de empresas brasileiras cadastrados na base de dados da empresa até fevereiro último.

Para  a  elaboração do estudo foram utilizados demonstrativos tanto de empresas de capital aberto como de capital fechado, de grande, médio e pequenos  portes,  dos  três  setores  da economia, indústria, comércio e serviços,  com uma amostra de 500 demonstrativos de cada um. Passadas  as  incertezas  do  período  eleitoral (final de 2002), a economia  brasileira  começou  a apresentar sinais de melhora, que vem se estendendo  até  os  dias  atuais. Nesse contexto, as empresas do estudo, cujo  faturamento  de  2003  já  havia  evoluído  2,1% em relação a 2002, apresentaram  evolução  em  2004  da  ordem  de  8,2%  em relação a 2003, motivada pela ampliação dos negócios no ano.

A  rentabilidade que se manteve estável, em torno de 9,5% em 2003 e 2004,  apresentou  crescimento,  se  amparada  a  2002,  quando o câmbio elevado  e  os  juros  altos  comprometeram  os  resultados.  Mesmo com o endividamento  em  queda, o volume de investimentos em ativos fixos, tais como  máquinas,  equipamentos,  novas tecnologias  e automação, passou a representar 5,3% do faturamento de 2004, ante  3,2% em 2003, apresentando crescimento de 80% em 2004.

Quando  analisados  isoladamente,  cada  um  dos setores apresentou desempenho  distinto.  O  comércio  é  o  segmento que apresentou o maior crescimento  no  faturamento  em função da realização de mais negócios no último período, sendo que a evolução do faturamento, que apresentou queda de  0,8%  em  2003  sobre 2002, teve um crescimento de 9,7% em 2004 sobre 2003.  Este  desempenho  está  fortemente influenciado pelos segmentos de produtos  alimentícios  e bebidas, que foram beneficiados pela melhora no nível  de  emprego,  principalmente  a partir do segundo semestre do ano, fato que também influenciou o comércio de veículos e peças, cuja evolução das  vendas  contou  ainda  com  a  maior  disponibilidade  de  crédito e lançamento  dos  modelos  bicombustível. 
Mesmo com a melhora no nível de emprego,  a  renda  ainda  continuou  comprimida e, dessa forma, a margem obtida  não apresentou incremento significativo, visto que o comércio não teve  espaço  para  expansão  de  preços.  O  comércio foi o segmento que apresentou  o  menor  volume  investido,  em  média  1,3%  em  relação ao faturamento  nestes  dois  últimos  anos,  tendo  queda  de  1% no volume investido em 2004 contra o investido em 2003.

A  indústria  foi  o  único  segmento  da  amostra que experimentou crescimento  de  faturamento  de 9% em 2004, contra 4,6% em 2003, e ainda obteve  a  maior rentabilidade, passando de 7,2%, em 2002, para 11,4%, em média,  nos dois últimos anos. Com uma geração de lucro 58% superior, foi possível   proporcionar   uma  redução  significativa  no  endividamento, passando  de  140%  do  patrimônio líquido, e

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