As negociações no México para criar a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) trataram de quatro temas na última quinta-feira, enquanto delegados dos 34 países que formarão o bloco trabalhavam a todo vapor para chegar a um acordo antes do fim da reunião, nesta sexta-feira.
As discussões na cidade de Puebla, no centro do México, não salvaram as diferenças evidenciadas na última quarta-feira em assuntos-chave como mercados, investimento, serviços e subsídios à exportação agrícola.
- O tempo vai se esgotando mas as soluções não chegam. Vemos que há posições substancialmente distantes - disse Martín Redrado, chefe das negociações pela Argentina, país que preside temporariamente o Mercosul.
Delegados observaram que o Mercosul mostra-se pouco disposto a flexibilizar suas demandas de acesso a mercados e agricultura, enquanto o grupo dos 14 - liderado pelos países da América do Norte - não cede em serviços e investimentos.
- Não, não podemos (ceder em subsídios) porque isso é fundamental - disse a jornalistas o chefe da delegação brasileira, Luiz Felipe Macedo.
- É uma condição para um acordo de nosso interesse que se suspendam, que se eliminem os subsídios porque são os subsídios que provocam distorção no comércio, que criam barreiras à exportação de nossos serviços - afirmou.
Tanto Redrado como uma fonte do grupo dos 14 disseram que as negociações podem não terminar ao meio-dia da sexta-feira, conforme previsto, e se prolongar pela tarde e pela noite.
Negociações para criar a Alca no México podem ir até sexta-feira à noite
Sexta, 06 de Fevereiro de 2004 às 00:33, por: CdB