Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Negociações globais sobre o clima estão progredindo muito lentamente

Segunda, 13 de Julho de 2009 às 10:05, por: CdB

As negociações globais sobre o clima estão progredindo muito lentamente e muitos países estão exigindo a ação de outras nações em vez de atuarem por si próprios, disse o ministro do Meio Ambiente da Suécia, Andreas Carlgren, nesta segunda-feira em Pequim.

A Suécia detém a presidência rotativa da União Europeia até o fim deste ano, durante o qual as negociações globais sobre o clima culminarão em uma conferência em Copenhague em dezembro. Nesse encontro, os países buscarão chegar a um acordo que suceda o Protocolo de Kyoto.

– As negociações estão muito lentas porque muitas pessoas estão apontando para as outras e exigindo que façam mais –, disse Carlgren em Pequim nesta segunda-feira. Ele acrescentou que a UE não tem "plano B" para além de Copenhague. – É por isso que a UE disse que reduzirá suas emissões em 20% independente de qualquer coisa.–

– Então, se outras partes agirem desta forma, avançando, conseguiremos grandes coisas em Copenhague –, disse Carlgren, acrescentando que teve uma troca de ideias franca com autoridades chinesas.

A China ultrapassou os Estados Unidos como maior emissor mundial de gases do efeito estufa, por causa de sua grande expansão econômica e dependência do carvão, combustível fóssil mais poluidor que existe.

Países em desenvolvimento, liderados por China e Índia, querem que os países ricos reduzam suas emissões, vindas principalmente da queima de combustíveis fósseis, em pelo menos 40% abaixo dos patamares de 1990 até 2020.

Na semana passada, membro do Fórum de Grandes Economias, que tem 17 membros, concordaram durante encontro na Itália que o aumento da temperatura global dever ser limitado a dois graus Celsius acima dos níveis da era pré-industrial, mas também afirmaram que nações em desenvolvimento como Índia e China devem se comprometer com metas significativas de redução de emissões de carbono após 2012.

Carlgren disse que a União Europeia concorda que os países em desenvolvimento – devem apresentar metas de médio prazo que levarão a um desvio significativo da maneira que as coisas são feitas atualmente –. 

Isso significaria uma redução nas emissões de CO2 na Índia e na China de 15 a 30% se comparado com as projeções atuais.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Steven Chu, e o secretário do Comércio, Gary Locke, estão em visita à China nessa semana para pressionar os líderes chineses a tomarem medidas para combater o aquecimento global.

A viagem também serve como preparação para a visita do presidente norte-americano, Barack Obama, ainda neste ano. Muitos especialistas da área ambiental esperam que a ida ao país se concentre na necessidade ação conjunta entre China e Estados Unidos antes da reunião de Copenhague.

Os Estados Unidos assinaram, mas nunca ratificaram o Protocolo de Kyoto, o que fez do país a única grande nação desenvolvida a ficar fora do acordo.

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