A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Donna Hrinak, disse que as discussões para a instalação da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) estão passando por um período crítico, porque antecede a reunião ministerial dos 34 países que vai acontecer em novembro.
Ela explicou que, apesar das divergências de posições entre o Brasil e os EUA, é possível chegar a um acordo. "Temos de ver qual progresso vamos fazer em Cancun, na rodada da Organização Mundial do Comércio. Isso também tem influência sobre o que vamos poder fazer no hemisfério", explicou após almoço na Câmara de Comércio Americana, no Rio de Janeiro.
Hrinak acredita na entrada em vigor da ALCA em 2005.
- Acho viável. Os dois presidentes se comprometeram com esta data, reafirmando um compromisso feito há nove anos. Não foi nada novo se comprometer com a data de 2005 - afirmou.
Para ela a maior dificuldade que existe para a ALCA é conciliar os interesses de 34 países com tantas diferenças. Durante o almoço, ela disse aos empresários, que participavam do encontro, que há muitas áreas de cooperação entre os EUA e o Brasil. A embaixadora citou, como exemplo, o combate à Aids na África, que será desenvolvido com ajuda dos dois governos, começando por Moçambique e Angola.
A embaixadora comentou, ainda, a importância histórica da reunião, que aconteceu no dia 20 de junho passado, entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e George W. Bush, dos EUA, em Washington. Donna Hrinak explicou que, em geral, os encontros costumam acontecer em nível de chanceleres e para ela o fato de ter acontecido entre presidentes, "reflete que a relação bilateral é excepcional."