Rio de Janeiro, 22 de Março de 2026

Negociação sobre preço do gás boliviano terá nova rodada

A Petrobras e a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) não chegaram a um resultado na conclusão, nesta sexta-feira, de nova rodada de negociações sobre o pedido de revisão da cláusula de preços do Contrato de Compra e Venda de Gás apresentado pela estatal da Bolívia. Segundo informou a assessoria de imprensa da Petrobras, outra rodada está marcada para o período de 6 a 10 de novembro, no Rio de Janeiro. (Leia Mais)

Sábado, 28 de Outubro de 2006 às 07:02, por: CdB

A Petrobras e a estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) não chegaram a um resultado na conclusão, nesta sexta-feira, de nova rodada de negociações sobre o pedido de revisão da cláusula de preços do Contrato de Compra e Venda de Gás apresentado pela estatal da Bolívia.

Segundo informou a assessoria de imprensa da Petrobras, outra rodada está marcada para o período de 6 a 10 de novembro, no Rio de Janeiro. Em nota divulgada no início desta noite, a estatal brasileira garante que não haverá desabastecimento de gás no país. E que a demanda está contratada até 2010, para energia elétrica.

Sobre o compromisso de fornecimento de gás para geração termelétrica, a nota esclarece que está restrito a 12 milhões de metros cúbicos/dia. Deste total, 60% se destinam a termelétricas de terceiros (Norte Fluminense, Juiz de Fora, Termopernambuco e Termofortaleza) e o restante, para a geração de energia vendida por suas termelétricas.

Na nota, a Petrobras lembra que no início do segundo trimestre deste ano, a estatal boliviana teve prejuízos em razão de chuvas intensas. E que o fornecimento deverá estar normalizado em novembro. Lembra ainda que dois acidentes ocorridos com compressores operados pela Repsol, na Bolívia, e pela Petrobras no Espírito Santos, reduziram em 6 milhões de metros cúbicos o fornecimento de gás natural.

- Existe ainda a possibilidade de aumentar a oferta de gás natural para uso termelétrico através do gerenciamento da demanda de grandes consumidores industriais. Esta alternativa pressupõe a substituição do gás natural por outros insumos energéticos, a aceitação desta substituição pelos consumidores e pelos órgãos ambientais e que o despacho das usinas termelétricas seja remunerado com base no custo real do energético substituto - relata a nota.

A assessoria da Petrobras reafirma que a empresa está em entendimentos com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a fim de garantir o atendimento de demandas futuras, por meio da compatibilização dos aumentos de custo com a remuneração de suas usinas.

O Plano de Negócios estabelecido pela estatal para o período 2007-2011 prevê investimentos no montante de US$ 22,1 bilhões "para permitir a oferta de cerca  de 70 milhões de metros cúbicos por dia de gás nacional até 2010 e a importação  de 20 milhões de metros cúbicos de GNL (Gás Natural Liquefeito) até 2009; além da manutenção dos volumes atualmente contratados da Bolívia,de 30 milhões de metros cúbicos por dia".

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