O secretário estadual de Saúde e o vice-governador de Alagoas continuam negociando com os médicos da rede pública de saúde do estado. A informação é da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde.
Em greve desde o dia 28 de maio, a categoria reivindica um aumento salarial de 50%. Segundo o governador Tetotônio Vilela Filho, o estado não tem condições financeiras de conceder um reajuste desse valor.
Enquanto não há acordo para o fim da paralisação, o governo tem buscado alternativas para atender a população, como a convocação de profissionais de outros órgãos, como a Polícia Militar, e o uso de hospitais da rede privada.
De acordo com a secretaria, mais de 200 médicos pediram demissão. Neurocirurgiões e hematologistas cumpriram o período de aviso prévio e paralisaram as atividades.
Profissionais de outras especialidades ainda cumprem esse prazo. Os que estão em greve mantém apenas os 30% de atendimentos emergenciais exigidos por lei.
Em Pernambuco, estado que também sofreu com greve de médicos do serviço público, a Secretaria de Saúde informa que a situação já está normalizada. Um acordo firmado no dia 6 deste mês levou os profissionais de saúde de volta aos plantões.
Na Paraíba, a greve dos cirurgiões cardiovasculares foi suspensa na terça-feira, depois que o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, e a Secretaria Municipal de Saúde concordaram em reajustar os salários dos médicos.
De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria, o reajuste será de 10% para os profissionais do quadro concursados e de 14% para os prestadores de serviço e os que ocupam cargos comissionados.
Segundo a Secretaria de Saúde do estado, desde 2002, os serviços médicos de alta complexidade, como as cirurgias cardiovasculares, foram municipalizadas, ficando a cargo das prefeituras de João Pessoa e Campina Grande, cidade no interior da Paraíba.
No momento, representantes do governo do estado e da prefeitura de João Pessoa estão em Brasília para discutir o problema com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
Negociação entre governo e médicos em greve permanece em Alagoas
Quarta, 22 de Agosto de 2007 às 18:07, por: CdB