Rio de Janeiro, 11 de Agosto de 2026

Negociação com laboratórios pode reduzir gasto com remédios antiaids

Sexta, 01 de Agosto de 2003 às 16:27, por: CdB

O gasto do Ministério da Saúde na compra de três medicamentos usados no tratamento da Aids poderá cair entre 50% e 83%, informou o laboratório estatal Far-Manguinhos durante as negociações iniciadas nesta sexta-feira entre o governo e os laboratórios farmacêuticos para tentar reduzir os preços.

Os remédios Efavirenz, da Merck Sharp & Dhome; Nelfinavir, da Roche; e Lopinavir, da Abbott; são responsáveis por 63% dos gastos do ministério em medicamentos para a doença. A estimativa é de que em 2003 o ministério gaste R$ 573 milhões para garantir o fornecimento dos 14 anti-retrovirais que compõem o "coquetel" a 135 mil pacientes.

Os gastos com os três remédios podem chegar a R$ 358 milhões. Atualmente, o custo do Efavirenz é de US$ 2,10. O Far-Manguinhos poderia produzi-lo por US$ 0,87. O Nelfinavir sai a US$ 0,53 e o custo de produção é de US$ 0,27. A diferença maior é para o Lopinavir, adquirido por US$ 1,50 e que pode ser produzido por Far-Manguinhos a US$ 0,25.

O Ministério da Saúde criou um grupo que terá 30 dias para conseguir a redução de preços e a concessão voluntária da patente para a produção de versões genéricas pelos laboratórios nacionais.

Apenas o laboratório Abbott apresentou uma proposta de redução de preços, para US$ 1,48. No entanto, o Abbott e os outros dois laboratórios se comprometeram a avaliar a possibilidade de reduções maiores. A próxima rodada de negociações está marcada para 12 de agosto.

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