Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Necropsia confirma que chinês sofreu agressões

O chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Álvaro Lins, afirmou na tarde de hoje que o laudo da necropsia do corpo do comerciante chinês naturalizado brasileiro Chan Kim Chang indica que ele sofreu agressão. "Por isso o caso está sendo encaminhado à Delegacia de Homicídios e também está sendo avocado um delegado da Corregedoria", afirmou. (Leia Mais)

Sexta, 05 de Setembro de 2003 às 11:07, por: CdB

O chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Álvaro Lins, afirmou na tarde desta sexta-feira que o laudo da necropsia do corpo do comerciante chinês naturalizado brasileiro Chan Kim Chang indica que ele sofreu agressão. "Por isso o caso está sendo encaminhado à Delegacia de Homicídios e também está sendo avocado um delegado da Corregedoria", afirmou.

Segundo Lins, o exame indica que a causa da morte do comerciante foi traumatismo craniano e uma pneumonia bilateral, além de indicar múltiplos hematomas pelo corpo. Ele destaca ainda que a versão para o inquérito de lesão corporal seguida de morte pode chegar a um homicídio ou tortura. O delegado também não está satisfeito com o depoimento dos agentes penitenciários que acompanhavam o comerciante.

- Os agentes alegam que ele se machucou sozinho. Por que os agentes não estão machucados? Por que não foi prestado nenhum socorro ao comerciante? E por que ele estava com o corpo molhado dentro da cela? - questionou Lins.

Com relação à participação dos agentes federais que prenderam o comerciante no aeroporto nas agressões, o chefe de Polícia afirma que não há nenhuma declaração dos agentes penitenciários que receberam o Sr. Chang no presídio sobre lesões em seu corpo. Álvaro Lins não quis comentar a decisão da Polícia Federal em encaminhar o comerciante ao presídio.

Sobre a possibilidade de as agressões terem acontecido para pressionar o comerciante a divulgar a senha de um cartão de uma conta bancária, o delegado informou que a polícia ainda não tem nenhuma notícia de que houve saques nas contas do comerciante. Ele, no entanto, não descartou esta possibilidade.

O comerciante chinês morreu na noite desta sexta-feira, após ficar 8 dias em coma no Hospital Salgado Filho, no Méier. Chan Kin Chang foi preso no último dia 25 no Aeroporto Internacional do Rio, quando embarcava para os Estados Unidos com US$ 31 mil que não foram declarados à Receita Federal. Levado para o Presídio Ary Franco, ele foi encontrado em coma numa cela.

Parentes do chinês que estavam no cemitério dizem que não pretendem processar o Estado pela morte de Chang, nem fazem questão do dinheiro acautelado pela Polícia Federal.

A governadora do Rio, Rosinha Garotinho, reuniu-se hoje com o cônsul da China, Lizhoon Gliang, o secretário estadual de Direitos Humanos, João Pinaud, o secretário de Segurança Pública, Anthony Garotinho, e ainda o secretário de Administração Penitenciária, Asterio Pereira dos Santos, para discutir os caminhos das investigações para apurar a morte de Chang Kim Chang.

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