O navio oceanográfico Ary Rongel partiu nesta terça-feira do Rio de Janeiro para a 27ª edição da Operação Antártica (Operantar) levando, 31 pingüins resgatados das prais do estado. Também seguem para o continente gelado 78 tripulantes e 27 pesquisadores de universidades brasileiras e convidados.
Esta é a primeira vez que as aves pegam carona para voltar para casa no Ary Rongel, já que a viagem de volta - quando eles eram encontrados fora de seu habitat - era feita, até o ano passado, em aviões da Força Aérea Brasileira.
Os pingüins estavam em tratamento no Jardim Zoológico de Niterói e, primeiro, passarão pelo Centro de Tratamento de Animais Marinhos da Universidade do Rio Grande, no Rio Grande do Sul, onde passarão por nova avaliação, para depois serem levados de volta para a Patagônia, no sul da Argentina, de onde vieram trazidos por correntes marítimas.
Desde 1982, o Brasil desenvolve pesquisas científicas na Antártica, com o Programa Antártico Brasileiro (Proantar). As pesquisas são selecionadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e, conforme destacou Serrado, a demanda por estudos na região tem crescido tanto que, no próximo ano, a Operação Antártica vai ter dois navios. - A Marinha já adquiriu um novo navio polar [oceanográfico] para a próxima viagem, que deve acontecer em outubro do ano que vem. A embarcação será um pouco maior que o Ary Rongel e terá equipamentos mais modernos para dar um suporte melhor às pesquisas na Antártica - acrescentou o comandante da operação, que estará de volta ao Brasil em abril de 2009. O Proantar começou suas atividades com o navio Barão de Tefé. Em 1994, depois de participar de 12 operações antárticas, a embarcação foi substituída pelo Ary Rongel.