Um navio estrangeiro, fretado pela Petrobras e carregado com óleo combustível para embarcações chocou-se nesta sexta-feira contra pedras perto do terminal da Petrobras na Ilha d'Água, na Baía de Guanabara. Segundo a Petrobras, apenas o casco foi danificado e não houve vazamento de óleo, pois o casco era duplo. Mesmo assim, equipes da estatal e da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) fizeram um sobrevôo de helicóptero ao local e uma vistoria no mar para verificar se havia vestígios de óleo.
A estatal informou que o navio havia descarregado parte do óleo no terminal da Ilha d'Água e que após o acidente retornou ao píer para descarregar o restante e depois seguir para os reparos no primeiro casco.
Acusações
O acidente na Baía de Guanabara aconteceu pouco antes de a Petrobras negar as acusações feitas por entidades ambientalistas de que, em suas explorações na América do Sul, causaria danos ao meio-ambiente em áreas próximas a comunidades indígenas. As denúncias foram feitas durante o Encontro de Articulação Pan Amazônico, em Quito, no Equador, e no livro Petrobras: Integração ou Exploração?, publicado pelo projeto Brasil Sustentável e Democrático, da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase).
Em resposta por escrito, a estatal brasileira rebate as críticas sobre sua atuação no Peru, na Bolívia e no Equador. Sobre sua atuação em território peruano, a estatal afirma que é infundada a denúncia de que causou danos em uma área próxima a uma reserva indígena. Segundo sua assessoria, a empresa ainda não iniciou a exploração na área, que teria sido recentemente adquirida.
"Estamos atualmente preparando-nos para o primeiro encontro com as comunidades da área, para sermos apresentados pela Petroperu como sócios do estado peruano no empreendimento", afirma a nota. A Petrobras garante que somente após esta apresentação serão iniciados os estudos para estabelecer um diagnóstico ambiental e preparar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA).
Com relação às atividades de exploração e produção na Bolívia, a Petrobras garante que as atividades exploratórias previstas para o bloco Rio Hondo também não foram iniciadas "por falta de definição do governo". A estatal brasileira estaria aguardando uma definição sobre o monitoramento sócio-ambiental. Mas a empresa confirma que a área está localizada dentro de um parque nacional e em territórios indígenas.
Neste caso especifico, a Petrobras sustenta que a posição da companhia é de não efetuar nenhuma atividade até que os problemas internos, entre o Ministério de Hidrocarbonetos e de Meio Ambiente, seja resolvido "em acordo com os interesses do país".
Mas afirma que os blocos de San Alberto e San Antônio (produtores de gás natural), não se sobrepõem a nenhum território indígena. "As atividades de relacionamento com as comunidades campesinas e indígenas adjacentes vêm sendo conduzidas com resultados positivos, as operações se realizam sem problemas sociais, sem contaminações e com grandes investimentos sociais".
A empresa afirma que implementa, na região, um Plano de Relacionamento Comunitário - com consulta, divulgação, geração de empregos, construção de obras sociais em saúde, educação e saneamento.
No Equador, a nas regiões onde atua, na operação dos blocos 18 e 31, a Petrobras garante terem sido realizados convênios com as comunidades locais para a implementação de programas de auto-gestão comunitária e de obras de atendimento às necessidades básicas destas comunidades.
A estatal brasileira afirma que mantém alianças de trabalho e cooperação institucional com organizações indígenas do Equador. "O Programa de Saúde da Petrobras foi considerado como referência e o modelo a ser adotado deverá ser adotado como referencia para implementação em outras comunidades, dentro do Plano de Vida Huaorani", afirma na nota a Petrobras.
A nota ratifica, ainda, que o conceito de r