Segundo Acnur, vítimas tentavam fugir da violência em Mogadíscio, capital da Somália.
Maior naufrágio desde 2008
Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*
O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, informou que 57 somalis morreram, no domingo, após um barco ter afundado na costa do Iêmen. Segundo a agência, a maioria das vítimas era migrantes ilegais.
O Acnur disse que esse é o maior naufrágio, em número de vítimas, entre as águas da Somália e do Iêmen desde janeiro de 2008, quando 114 morreram no local.
Sobrevivente
As vítimas tentavam fugir da violência em Mogadíscio, capital da Somália. O porta-voz do Acnur, Andrej Mahecic, disse em Genebra, que somente uma pessoa sobreviveu após nadar 23 horas até à cidade portuária Bir Ali, no Iêmen.
Mahecic disse que até o fim desta quarta-feira, 23 corpos haviam sido resgatados das águas, incluindo 15 mulheres e duas crianças. O sobrevivente contou à polícia que só conseguiu se salvar porque se agarrou a um pequeno tanque de plástico até chegar à costa. Ele viajava com mulher e dois filhos.
O Iêmen abriga, atualmente, 170 mil somalis. Desde janeiro, naufrágios na costa do país já causaram 89 mortos, a maioria migrantes somalis.
O alto comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, disse que "está chocado com a tragédia e com o sofrimento do povo somali". Ele afirmou ainda que o Golfo de Áden continua sendo uma das áreas com mais mortes trágicas de pessoas que fogem do que ele chamou de uma "combinação mortífera" ente conflito e violação de direitos humanos sistemática no Chifre da África.
*Apresentação: