Ainda restam corpos nos aposentos do navio que naufragou, segundo as autoridades chinesas
O número de mortos no naufrágio de um navio de cruzeiro, naufragado durante uma tempestade no rio Yangtze, no Centro da China, saltou para 401 neste sábado, deixando menos de 50 pessoas ainda desaparecidas, com o operador do barco pedindo desculpas e dizendo que irá cooperar com as investigações. Trata-se de uma das maiores tragédias já ocorridas naquela região da China, segundo historiadores. Apenas 14 sobreviventes, um deles o capitão, foram encontrados depois que o navio que transportava 456 pessoas virou em meio a um tornado na noite de segunda-feira.
As equipes de resgate fazem buscas nas cabines do navio, que foi endireitado e tirado do leito do rio na sexta-feira, à procura de mais corpos. Jiang Zhao, gerente-geral da empresa que operava o navio Eastern Star, curvou-se em desculpas pela tragédia durante uma entrevista à imprensa estatal, dizendo que iria cooperar "totalmente" com a investigação.
– Desde o momento em que isso aconteceu eu estou afundado em tristeza – disse Jiang à televisão estatal.
Pequim prometeu que não haveria nenhum tipo de abafamento nas investigações. A polícia deteve o capitão e o engenheiro-chefe para interrogatório como parte da investigação. Uma investigação inicial apurou que o navio não estava sobrecarregado e tinha coletes salva-vidas suficientes a bordo.
O navio Eastern Star, com capacidade para transportar mais de 500 pessoas, estava indo de Nanjing, capital da província de Jiangsu, para Chongqing, no sudoeste da China, e afundou na área de Jianli.
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