Por Jornal Avante! 06/06/2011 às 20:55
A NATO (OTAN) lançou cerca de 3200 ataques com bombas de urânio empobrecido contra a população civil na Líbia, denunciou, este sábado, 28, o enviado especial do canal Telesur, Rolando Segura.
No total, o número de raides aéreos lançados pela Aliança Atlântica contra a Líbia ultrapassam já os 8400. Em quase 40 por cento destes foram usadas munições com urânio empobrecido, revelou o jornalista da cadeia de televisão sul-americana através da sua conta no Twitter.
No Iraque, por exemplo, os agressores imperialistas usaram abundantemente projecteis contendo detritos resultantes do enriquecimento daquele minério. Não é por isso estranho que o estejam a fazer também na Líbia, ainda para mais que o urânio empobrecido é muito valorizado pelos militares, já que é quase duas vezes mais denso do que o chumbo, o que aumenta a sua capacidade de perfuração.
A confirmar-se a informação veiculada por Rolando Segura, às consequências directas dos bombardeamentos imperialistas na Líbia acresce o facto de o urânio empobrecido ser uma substância radioactiva que provoca graves lesões no aparelho renal e digestivo, cancro nos pulmões e ossos, transtornos neuro-degenerativos ou más formações congénitas nos seres humanos.
A explosão de uma munição com urânio empobrecido atinge os dez mil graus centígrados e liberta poeiras altamente tóxicas e contaminantes capazes de viajar milhares de quilómetros. A dissipação dessas partículas pode durar milhões de anos, por isso os seus efeitos no meio ambiente e nos habitantes das zonas atingidas perpetuam-se por várias gerações.
O artigo completo encontra-se no endereço http://www.avante.pt/pt/1957/internacional/114879/
Email:: nchoueri@ig.com.br
URL:: http://www.avante.pt/pt/1957/internacional/114879/