As piscinas brasileiras receberão, durante os Jogos Olímpicos de 2016, o duelo entre duas princesas da natação mundial
Por Redação - do Rio de Janeiro
Em raias diferentes, a norte-americana Katie Ladecky e a húngara Katinka Hosszu são as estrelas internacionais do esporte com presença garantida no parque olímpico do Rio de Janeiro.
Katie Ladecky nos Jogos Olímpicos, pela lente do fotógrafo Erik Madigan Heck para The New York Times
O jeito contido e discreto de Ladecky contrasta com o da rival, Hosszu, que ganhou a fama de ‘dama de ferro’ da nataçao. Ladecky, no entanto, disfarça uma fúria incontrolável por braçadas rápidas, muito rápidas. A tímida Katie Ledecky parece só se sentir totalmente à vontade dentro d’água. Como era previsível — nem por isso menos incrível — a jovem estrela da natação mundial, de apenas de 19 anos, colocou a seletiva olímpica norte-americana no bolso.
— Gostaria de ter sido mais rápida, mas posso dizer que durante a prova, senti que não ia ser muito mais rápida do que ontem. Eu gostaria de ter puxado minhas pernas mais um pouco, mas elas simplesmente não estavam lá essa noite e fizeram meus braços ficarem um pouco mais cansados — disse a nadadora a jornalistas.
Jogos Olímpicos disputadíssimos
Hosszu, por sua vez, já ganhou 22 medalhas em Campeonatos Mundiais, possui cinco recordes mundiais vigentes, é a atual tetracampeã da Copa do Mundo em piscina curta. Sua performance lhe garantiu o apelido de Dama de Ferro, por nadar diversas provas nas competições e demonstrar assim grande resistência física. Katinka Hosszu, mal desembarcou no Brasil, na noite de quinta-feira, e já treinou no Estádio Aquático do Parque Olímpico. Esta será sua terceira Olimpíada na carreira, sendo que a primeira foi em Atenas-2004, quando ela tinha apenas 15 anos. Seu melhor resultado até hoje foi a quarta colocação nos 400m medley em Londres-2012. Resultado que quase a fez abandonar a carreira.
— Ficar em quarto lugar em Londres foi muito duro. E o Shane (Tusup, técnico e marido) foi quem me disse que terminar em quarto lugar do mundo em qualquer coisa é algo incrível. Ele também me disse que o quarto lugar era a melhor coisa que havia aconteceido para mim. Na época eu fiquei louca. Mas agora vejo que ele estava certo — falou Katinka, à beira da piscina do Parque Olímpico para um grupo pequeno de jornalistas, com o marido ao lado, assistindo tudo de perto.
No Rio de Janeiro, Katinka terá seis chances para acabar com seu jejum olímpico. Ela competirá nos 100m e 200m costas, 200m e 400m medley, 200m borboleta e o revezamento 4x200m livre. Após confessar que se sentiu pressionada em Londres, a húngara diz ter desembarcado no Brasil mais relaxada, querendo curtir o momento.
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