Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Nastás passa ao ataque contra Guga

Segunda, 17 de Janeiro de 2005 às 08:57, por: CdB

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Tênis, Nelson Nastás, quebrou um longo silêncio nesta segunda-feira e partiu para o ataque contra o tenista Gustavo Kuerten, seu desafeto político e a quem ele atribui seu afastamanto do comando da entidade por uma decisão judicial. O dirigente aproveitou a oportunidade para culpar Guga pelo rebaixamento do Brasil na Copa Davis.

- O Guga nunca disse os motivos pelos quais não gostava da minha administração. Engraçado. Por que ele não falou nada sobre mim quando era o número 1 do mundo? Quando o Brasil perdeu para o Canadá, era preciso arrumar um bode expiatório. Ele diz que o Brasil foi rebaixado por minha causa, mas quem perdeu foi ele. Perdeu para o Daniel Nestor, um cara que, de 17 partidas de simples, havia vencido apenas duas -  atacou Nastás.

- O Guga não vinha atuando bem. E jogar no Grupo II talvez não fosse interessante. Quando o Brasil caiu, a premiação iria diminuir de US$ 150 mil para US$ 20 mil. Não sei se isso foi um fato pensado por ele ou não, mas analisando com calma, é isso. Do contrário, ele poderia fazer as críticas e jogar em protesto - continuou.

O ex-presidente da CBT se defendeu das denúncias de que ele teria quebrado a confederação e rebateu as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União.

- Peguei a CBT completamente sem estrutura, com US$ 500 mil de dívida. Respondíamos a sete ações na Justiça e tínhamos apenas uma sala com dois funcionários. Não tínhamos condições nem de ter conta em banco. Apesar de tudo, consegui uma evolução em termos de estrutura. Hoje temos uma sede com 12 ou 13 funcionários fixos. A minha maior falha foi não ter conseguido fazer um bom marketing para captar recursos -  disse.

- Até hoje não fui condenado a nada. O COB aceitava reembolso de despesas, só mudou isso em junho de 2004. Nós pagávamos a Davis com cartão de crédito e éramos reembolsados pelo COB. Provei que todas as despesas eram da CBT e não minhas, como dizem. Há uma fatura de TV a cabo. Não foi instalada na minha casa, e sim na sede da CBT para a assessoria de imprensa. Fala-se muito e prova-se pouco -  afirmou o dirigente

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