Os engenheiros da Nasa trabalham na sexta-feira para identificar o problema em um sensor de combustível que impediu o lançamento do ônibus espacial Discovery, que só deve ocorrer depois de domingo.
A decolagem do Discovery, primeiro ônibus espacial a voar desde o desastre com o Columbia, em 2003, foi adiada na quarta-feira, a menos de três horas do momento previsto, por causa de um defeito identificado em um teste nos sensores de combustível.
Um grupo de engenheiros está examinando cerca de 200 possibilidades para o defeito, segundo Wayne Hale, subgerente do programa de ônibus. O lançamento do Discovery no domingo é teoricamente possível, "mas não muito provável", disse Hale.
Ele afirmou que não há hipótese de que a nave decole sem que o problema tenha sido identificado e corrigido, o que provavelmente levará alguns dias. O funcionário disse que na sexta-feira já deve haver uma definição mais clara dos prazos.
A tripulação do Discovery continua em Cabo Canaveral, na Flórida, mas não apareceu em público na quinta-feira. Eles já estavam atados aos cintos de segurança quando receberam a ordem para desembarcar.
A Nasa tem até 31 de julho para lançar o Discovery, pois após esse dia o posicionamento não permitirá o encontro da nave com a Estação Espacial Internacional. Outro complicador do lançamento é que, por segurança, ele só pode ocorrer à luz do dia, para que as câmeras registrem detalhes da operação.
Se o lançamento não ocorrer em julho, uma nova oportunidade se inicia em 9 de setembro.
Hale disse que a Nasa pretende lançar a nave ainda neste mês, para que ela leve mantimentos e equipamentos à estação e teste as novas medidas de segurança criadas depois da explosão do Columbia, em fevereiro de 2003, que matou os sete tripulantes.
Os investigadores atribuíram aquele acidente a um buraco aberto na asa por um pedaço de equipamento, que se descolou no momento da decolagem, provocando a explosão no regresso à atmosfera.
Mas os investigadores descobriram também problemas no ambiente interno da Nasa, o que impediria o questionamento de decisões de escalões superiores.