A Nasa rejeitou nesta terça-feira uma sugestão para deixar astronautas em órbita por um ano para reduzir gastos, alegando que são necessários mais estudos sobre possíveis efeitos nocivos da falta de gravidade.
A Rússia tem lutado para superar os problemas com verba financeira, já que é o único meio de contato com a Estação Espacial Internacional (ISS) desde que as naves norte-americanas estão em Terra. O país sugeriu um plano para obter mais dinheiro levando turistas ao espaço.
``Na semana passada, mandamos uma carta para nossos parceiros russos dizendo que não é o momento certo para estender a permanência (no espaço)'', disse a porta-voz da Nasa, Debra Rahn, que está em Moscou.
Segundo ela, estender a permanência em órbita é inapropriado, pois a ISS já operava abaixo da capacidades total quando as naves dos Estados Unidos ficaram em terra em resposta ao acidente com a Columbia em fevereiro de 2003. ``Há efeitos biomédicos do vôo espacial e há preocupações sobre os efeitos a longo prazo da falta de gravidade.''
Atualmente, os astronautas passam cerca de seis meses em órbita a bordo da ISS. Uma tripulação substituta decolou nesta segunda-feira e deve se acoplar à estação na quarta-feira. A equipe atual retornará à Terra pouco depois.
Aumentar o tempo das missões iria deixar livre quatro lugares nos foguetes por ano, permitindo que sejam ocupados por turistas por 20 milhões de dólares pelo ``passeio''. Dois turistas já decolaram até agora para a estação espacial e um terceiro, o executivo norte-americano Gregory Olsen, deve ir no próximo ano.