Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Nasa rejeita plano russo de missões espaciais mais longas

Terça, 20 de Abril de 2004 às 07:41, por: CdB

A Nasa rejeitou nesta terça-feira uma sugestão para deixar astronautas em órbita por um ano para reduzir gastos, alegando que são necessários mais estudos sobre possíveis efeitos nocivos da falta de gravidade.

A Rússia tem lutado para superar os problemas com verba financeira, já que é o único meio de contato com a Estação Espacial Internacional (ISS) desde que as naves norte-americanas estão em Terra. O país sugeriu um plano para obter mais dinheiro levando turistas ao espaço.

``Na semana passada, mandamos uma carta para nossos parceiros russos dizendo que não é o momento certo para estender a permanência (no espaço)'', disse a porta-voz da Nasa, Debra Rahn, que está em Moscou.

Segundo ela, estender a permanência em órbita é inapropriado, pois a ISS já operava abaixo da capacidades total quando as naves dos Estados Unidos ficaram em terra em resposta ao acidente com a Columbia em fevereiro de 2003. ``Há efeitos biomédicos do vôo espacial e há preocupações sobre os efeitos a longo prazo da falta de gravidade.''

Atualmente, os astronautas passam cerca de seis meses em órbita a bordo da ISS. Uma tripulação substituta decolou nesta segunda-feira e deve se acoplar à estação na quarta-feira. A equipe atual retornará à Terra pouco depois.

Aumentar o tempo das missões iria deixar livre quatro lugares nos foguetes por ano, permitindo que sejam ocupados por turistas por 20 milhões de dólares pelo ``passeio''. Dois turistas já decolaram até agora para a estação espacial e um terceiro, o executivo norte-americano Gregory Olsen, deve ir no próximo ano.

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