Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Nasa recebe novo tanque e está perto de lançar ônibus espacial

Um tanque de combustível remodelado chegou no final da noite desta quinta-feira ao hangar de montagem da Nasa, no primeiro sinal tangível de que os dois anos de trabalho para voltar a lançar ônibus espaciais, depois da explosão do Columbia, estão chegando ao fim. (Leia Mais)

Sexta, 07 de Janeiro de 2005 às 07:08, por: CdB

Um tanque de combustível remodelado chegou no final da noite desta quinta-feira ao hangar de montagem da Nasa, no primeiro sinal tangível de que os dois anos de trabalho para voltar a lançar ônibus espaciais, depois da explosão do Columbia, estão chegando ao fim.

- É o tanque mais seguro que já fizemos - disse o encarregado dessa área, Sandy Coleman, que acompanhou a retirada da peça de 47 metros, com o formato de um projétil, de uma barcaça e sua colocação no Prédio de Montagem de Veículos, no Cabo Canaveral, Flórida.

O novo tanque é essencial para que não se repita o acidente de 1O de fevereiro de 2003 com o Columbia, que matou sete astronautas. Um pedaço do isolamento térmico do tanque se soltou da nave durante o lançamento, danificando uma asa e provocando a explosão no regresso à atmosfera.

Entre outras recomendações, a comissão que investigou o acidente pediu à Nasa que reformulasse o tanque para impedir que a espuma isolante provocasse novos danos. Vários testes deixaram os técnicos confiantes de que nenhum pedaço do isolamento com mais de 14 gramas de peso vai se soltar do tanque durante o lançamento.

- Na verdade, esperamos (pedaços de no máximo) 0,01 libra (5 gramas) - acrescentou Coleman.

A expectativa da Nasa é voltar a lançar um ônibus espacial, o Discovery, no final de maio ou começo de junho.

- Ainda temos muito trabalho a fazer - disse Michael Wetmore, diretor de processamento de ônibus espaciais do Centro Espacial Kennedy.

- Mas hoje nos sentimos bem - ressaltou.

 O Tanque Externo no. 120 não tem mais as duas peças de espuma isolante, com 76 centímetros cada, que antes eram instaladas na estrutura metálica que liga o tanque à nave. O tanque, que é ejetado após 8,5 minutos de vôo, contém propelentes criogênicos que podem causar a formação de gelo na parte de fora. O objetivo da espuma era evitar a formação desse gelo, que poderia se desprender e atingir a nave durante o lançamento.

Mas, no caso do Columbia, não foi o gelo que provocou o acidente, e sim a própria espuma. O buraco aberto na asa não foi descoberto antes que o ônibus tentasse voltar à Terra. O novo tanque tem, em vez de isolamento de espuma, aquecedores elétricos que evitam a formação de gelo na parede externa do tanque, que terá também uma câmera que vai transmitir imagens da decolagem para o centro de controle das missões.

A Nasa pretende testar o novo tanque quando o Discovery chegar à base de lançamento, em março. Após 27 meses de inatividade, as equipes da área vão ensaiar uma contagem regressiva e checar os sistemas elétricos e hidráulicos do lançamento.

Mas, segundo Michael Kostelnick, diretor-adjunto dos programas de ônibus e estações especiais, os técnicos estarão especialmente atentos às modificações feitas após o acidente.

- É para o desconhecido que devemos estar atentos -  afirmou.

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