A agência espacial norte-americana (Nasa, na sigla em inglês) autorizou o lançamento do ônibus espacial Discovery para mais uma missão junto à Estação Espacial Internacional (EEI) e a partida será nesta segunda-feira, às 18h02 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A aeronave transportará o módulo principal do laboratório Kibo, que funcionará na órbita terrestre.
- Os preparativos estão sendo organizados muito bem - disse o diretor de Lançamento da Nasa, Mike Leinbach, a jornalistas internacionais.
Os astronautas, a bordo da ISS, concluem a instalação do módulo principal do Kibo, o maior e mais completo laboratório da estação espacial, com a chegada do ônibus espacial. A equipe que desembarcará na terça-feira, também deverá inspecionar o mecanismo de rotação da ISS, danificado por um dos painéis solares e substituir um depósito de nitrogênio, fundamental para o sistema de climatização interno. Estas missões serão executadas pelos astronautas Michael Fossum e Ronald Garan
- Esta é uma missão extremamente complicada - afirmou Bill Gerstenmaier, administrador adjunto da Nasa para atividades espaciais.
Este será o terceiro dos quatro vôos do ônibus espacial da Nasa previstos para este ano.
Sonda em Marte
Ainda nesta segunda-feira, pousará em Marte a sonda espacial Phoenix, ás 07h33 (horário de Brasília), segundo informe da Nasa. O pouso deverá ocorrer no Pólo Norte do planeta, onde serão recolhidas amostras de gelo, na tentativa de se determinar a existência de material orgânico. Antes do contato com a superfície de Marte, a nave reduzirá a velocidade de 21 mil quilómetros por hora para oito quilómetros por hora.
O êxito desta manobra somente poderá ser confirmado 00h53 horas do dia 26 de Maio, indicou a NASA em comunicado.
- Não é uma visita a casa da avó. Colocar uma nave na superfície marciana é difícil e arriscado. Sabemos que menos da metade das missões a Marte tiveram êxito - sublinhou o diretor de Missões Científicas da Nasa, Ed Weiler, referindo-se às dificuldades que a nave pode ter ao entrar na atmosfera marciana. Ele lembrou, ainda, que outras sondas se perderam enquanto tentavam movimento semelhante.
As rochas são o principal perigo para a sonda, podendo atrapalhar o pouso ou impedir a abertura dos painéis solares, que fornecem a energia para o funcionamento da sonda. Segundo dados já recolhidos por outra sonda, nesta zona de Marte as rochas são pequenas e a NASA confia que não vão prejudicar a chegada da Phoenix.
A missão pretende também determinar se a vida humana poderia subsistir em Marte e supervisionar o clima polar e a mudança das estações.