Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

Não tem sentido discutir sucessão à Presidência do Senado, diz Renan

Quarta, 21 de Novembro de 2007 às 16:15, por: CdB

O presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta quarta-feira que não cabe qualquer discussão no PMDB sobre a sucessão ao seu cargo.

— Enquanto não houver vacância do cargo, essa discussão não tem sentido —, disse o parlamentar, que renovou nesta quarta-feira a sua licença até 29 de dezembro.

Na prática, por causa das férias parlamentares, Renan só reassume a Presidência do Senado, se este for o caso, em 2 de fevereiro.

Questionado se renunciaria ao cargo, o senador disse ter tomado a decisão de renovar a licença justamente para evitar "que se desse espaço para esse tipo de coisa". Na avaliação dele, discutir a renúncia neste momento acabaria por influenciar no julgamento do seu processo de cassação.

Renan afirmou, ainda, que a decisão de renovar a licença foi influenciada pelas "informações desencontradas nos jornais de hoje (quarta-feira)" e pela "absoluta correção e isenção" com que o presidente interino da Casa, Tião Viana (PT-AC), tem conduzido o processo.

Crise artificial

Renan Calheiros (PMDB-AL) também disse, nesta quarta-feira, que vive uma crise artificial e que não lhe preocupa o atraso na votação do processo de cassação.

— O que significa mais alguns dias para quem está numa crise artificial? Pode escolher a data
que quiserem. Não posso, não devo, nem vou interferir nesse processo —, disse na parte lateral do plenário, durante a sessão deliberativa.

Ele teve a cassação recomendada pelo Conselho de Ética por conta da representação número três, apresentada pelo DEM e PSDB, que acusa o senador de manter sociedade em duas emissoras de rádio e em um jornal no Estado de Alagoas. Ele nega as acusações.

O presidente licenciado da Casa ainda negou que haja qualquer acordo com a base aliada para que os votos governistas visando assegurar a absolvição dele se revertam no apoio maciço do PMDB para aprovar a prorrogação da CPMF.

— Não dá para misturar alhos com bugalhos. Não dá para misturar esse processo com a aprovação da CPMF. Uma coisa de cada vez —, disse.

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