Rio de Janeiro, 05 de Agosto de 2026

Não podemos abrir mão de negociação na OMC

Sábado, 19 de Março de 2011 às 05:11, por: CdB

Como o Brasil não pode, realmente, abrir mão das negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) - leiam nota acima - é preciso que os EUA não insistam na proposta de rever as bases para um acordo que praticamente estava pronto e retomem as negociações em Doha.

Estas são possíveis e precisam ter como base a redução de seus subsídios agrícolas e reformas nas regras antidumping - concessões só possíveis na OMC e a prioridade a acordos setoriais na área industrial.

Nossa expectativa, então, é que os EUA sejam um parceiro do Brasil na luta pela redução das elevadas tarifas agrícolas dos europeus e dos asiáticos. Alcançada essa parceria, não há dúvidas de que Brasília e Washington têm uma ampla agenda de cooperação e interesses mútuos na questão tecnologica e ambiental.

Podem e devem, assim, constituirem-se na vanguarda da ampla liberalização do comércio de bens ambientais, na abertura de mercado de equipamentos para geração de energia elétrica, de fontes renováveis e/ou limpas como eólica, solar, hidrelétrica, nuclear, geotérmica e biomassa e de biocombustíveis, como o etanol.

Sem esquecer, nessa agenda a ser feita e, em nenhum momento, que os dois países têm um papel mundial a jogar nas negociações na OMC e nas relativas à mudança do clima na Convenção das Nações Unidas sobre essa questão (leiam o post abaixo, e o Destaque no alto do blog).



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