O primeiro-ministro da Somália disse na quarta-feira que embarcações estrangeiras patrulhando a costa do país fracassaram no combate à pirataria e condenou empresas por pagarem resgates às gangues de piratas que sequestram navios.
Os piratas somalis levantaram milhões de dólares capturando navios no golfo de Aden e no oceano Índico. As ações provocaram a elevação dos seguros para navios mercantes que passam pelas águas que ligam a Europa à Ásia.
– A única razão que as pessoas (se tornam piratas) é porque as companhias estão decidindo pagar os resgates – disse Omar Abdirashid Ali Sharmarke a jornalistas na capital da Etiópia, Adis-Abeba.
– Foi isso que encorajou vários jovens a ir para as águas. Nossa política sempre tem sido 'não pagar resgates' – disse ele.
O governo de Sharmarke está tentando debelar a insurgência islâmica em terra que deixou um milhão de pessoas sem casa e matou outras milhares. Mas as atenções internacionais estão voltadas aos piratas que operam nas estratégicas rotas marinhas.
Organizadores de um encontro de doadores em Bruxelas nesta semana dizem que o governo transitório precisa de US$ 165 milhões no próximo ano para construir suas forças de segurança.
Sharmarke disse que as embarcações estrangeiras que patrulham a costa somali não conseguiram vencer as gangues de piratas. Houve 18 ataques em março, segundo o Escritório Marítimo Internacional.
– Elas (as embarcações) não desencorajaram (os piratas) nem um pouco. A única maneira é ter uma força de segurança somali em terra que possa prevenir a pirataria antes que ela aconteça – disse ele.
– Nosso objetivo é que a comunidade internacional nos ajude a construir nossas forças de segurança – disse Sharmarke.
– Os problemas domésticos somente podem ser combatidos com soluções caseiras – completou.
Não paguem resgate aos piratas, diz primeiro-ministro da Somália
Quarta, 22 de Abril de 2009 às 06:24, por: CdB