O gerente geral da companhia Aerolineas Argentinas, Julio Alak, afirmou que a situação dos aeroportos no país tende a se normalizar “no decorrer da semana” mas não se pode “esperar soluções mágicas em uma empresa que estava à beira da falência”. Para ele, o último sábado foi “o dia mais crítico do ano” para a companhia aérea, com passageiros demais e aviões de menos. Nesta segunda-feira o primeiro vôo da empresa chegou a São Paulo com atraso e pelo menos três vôos para Buenos Aires foram remarcados no Rio.
Há cerca de 10 dias, as companhias Aerolineas Argentinas e Austral – que concentram 80% dos vôos na Argentina – passaram a ser administradas pelo governo, conforme anúncio do secretário de Transporte do país, Ricardo Jaime.
Para Alak o caos aéreo, que já dura três dias, há erros nas reservas de passagens, há falta de investimentos na empresa, além da interferência de rádios clandestinas na torre de controle e do mau tempo em algumas regiões do sul do país, onde estão as estações de esqui de Bariloche e outros lugares da Patagônia.
Segundo ele, os atrasos das últimas horas foram registrados porque houve overbooking – venda de passagens superior à quantidade de lugares nas aeronaves. Ele lembrou que a Aerolineas Argentinas, privatizada nos anos 90, enfrenta grave crise econômica e que o grupo que administrava a empresa – o espanhol Marsans – deixou um passivo superior aos US$ 980 milhões.
No domingo, o Aeroporto de Buenos Aires registrou problemas em nove vôos que deveriam partir de domingo para o Brasil, de acordo com a Aeropuertos Argentina 2000, empresa que administra os terminais de lá. Oito dos nove vôos cancelados ou atrasados eram da Aerolineas Argentinas.
Um vôo da Aerolineas previsto para o Rio de Janeiro foi cancelado, outro apresentou atraso desde as 13h e para outros três, a orientação dada foi de que os passageiros procurassem a companhia. Também estão atrasados dois da Aerolineas com destino a São Paulo e um que deveria partir para Porto Alegre. Um vôo fretado que deveria seguir para Campinas (SP) também está com problemas, segundo a Aeropuertos Argentina 2000.
Desde sábado, centenas de brasileiros estão retidos no aeroporto da capital portenha por causa de vôos que sofreram atrasos ou cancelamentos, a maioria da Aerolineas Argentinas.
As principais reclamações de brasileiros que estavam na Argentina e esperaram até 27 horas para embarcar de volta ao Rio de Janeiro foram a precariedade do serviço prestado pela companhia aérea e a falta de informações.
Vôos remarcados
Nesta segunda-feira, pousou às 9h52 no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, São Paulo, o vôo 1240 da companhia aérea Aerolineas Argentinas que partiu de Buenos Aires. O vôo foi o primeiro a pousar e chegou com 17 minutos de atraso.
Segundo a Infraero, quem teve que partir de São Paulo para a capital argentina não enfrentou problemas nesta segunda-feira.
No Rio de Janeiro, o primeiro vôo para Buenos Aires decolou às 8h12 desta segunda-feira sem tumultos na fila do check-in como no final de semana, mas de acordo com a Infraero, o vôo das 12h20 passou para as 14h10, um vôo previsto para chegar às 17h45 e 21h50 foram remarcados para 17h55 e 0h45, respectivamente.
Não há solução mágica para crise, diz gerente da Aerolineas
O gerente geral da companhia Aerolineas Argentinas, Julio Alak, afirmou que a situação dos aeroportos no país tende a se normalizar “no decorrer da semana” mas não se pode “esperar soluções mágicas em uma empresa que estava à beira da falência”. Para ele, o último sábado foi “o dia mais crítico do ano” para a companhia aérea, com passageiros demais e aviões de menos. Nesta segunda-feira o primeiro vôo da empresa chegou a São Paulo com atraso e pelo menos três vôos para Buenos Aires foram remarcados no Rio. (Leia Mais)
Segunda, 28 de Julho de 2008 às 08:37, por: CdB