Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

'Não há que desabone a conduta de Graça Foster', disse novo ministro da CGU

Recém-empossado ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Simão saiu em defesa da presidente da Petrobras, Graça Foster, ao comentar os rumos da investigação sobre suspeitas de irregularidades na estatal.

Quinta, 08 de Janeiro de 2015 às 09:15, por: CdB
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Presidente da Petrobras, Graça Foster
Recém-empossado ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Simão saiu em defesa da presidente da Petrobras, Graça Foster, ao comentar os rumos da investigação sobre suspeitas de irregularidades na estatal. - Não tivemos contato direto com a presidente da empresa. Mas as informações de que obtive aqui é de que ela tem trabalhado em estrita cooperação e colaboração com a CGU. Não há qualquer medida que desabone a conduta dela na apuração desses ilícitos. Então sou da mesma opinião do ministro Jorge Hage (ex-ministro da CGU). A direção atual da empresa está atuando para a melhoria da governança e para implementação de um modelo de controle que não permita que uma situação como essa não ocorra mais em uma empresa tão importante como a Petrobras - disse Simão em entrevista ao jornal o Globo. Ex-secretário-executivo da Casa Civil, ele afirmou ainda que pretende pedir explicações à estatal sobre a construção da rede de gasodutos Gasena. “A área de controle interno já está elaborando o pedido de informações sobre isso”. Em nota, o comando da estatal retrucou esta semana acusações de irregularidades na obra. “Com relação ao custo do empreendimento Gasene, é inverídica a afirmação de sobrepreço de 1.800%. Muito pelo contrário, a contratação da construção dos gasodutos pela Transportadora Gasene foi feita por um valor 4,4% abaixo da estimativa orçada, utilizando-se um projeto básico robusto”. MP intensifica investigações Citada na Operação Lava Jato, a Sete Brasil vai passar por uma investigação reforçada do Ministério Público. Segundo a colunista Vera Magalhães, promotores estariam convencidos de que há irregularidades em parte dos contratos de US$ 25,6 bilhões entre a empresa controlada pelo BTG, de André Esteves, e a Petrobras. O ex-diretor Pedro Barusco admitiu ter desviado US$ 97 milhões no esquema. Sem dinheiro em caixa, a Sete Brasil não tem conseguido honrar com os pagamentos a estaleiros, aos quais encomendou 29 sondas de exploração de petróleo, com investimentos estimados em US$ 25,5 bilhões. Os atrasos já totalizam US$ 300 milhões.
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